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Obama voltou à política para criticar Trump e teve a “companhia” de Bush 21 Outubro 2017

Nove meses depois de sair da Casa Branca, Barack Obama regressou à vida política e o alvo não poderia deixar de ser Donald Trump. George W. Bush falou horas antes e, à semelhança do seu sucessor na Casa Branca, criticou o estado da política norte-americana, marcada pela “intolerância”.

Obama voltou à política para criticar Trump e teve a “companhia” de Bush

Desde que saiu da Casa Branca, Barack Obama tem passado de uma forma relativamente despercebida na vida política. Numa altura em que o clima político nos Estados Unidos está cada vez mais tenso e incerto, fruto da liderança de Donald Trump, o ex-presidente norte-americano regressou à política e foi perentório nas críticas ao actual inquilino da Casa Branca.

Nestas críticas, Obama não esteve sozinho. Em lugares diferentes, mas quase ao mesmo tempo, o antecessor de Trump teve a “companhia” do também ex-presidente George W. Bush, que se juntou nas críticas ao presidente norte-americano.

Barack Obama participou em dois comícios democratas, no âmbito das eleições estaduais em Nova Jérsia e na Virgina, e apelou a que os norte-americanos rejeitassem as políticas de “divisão” e de “medo” que estão a ganhar força nos Estados Unidos, realçando a importância da união.

“Devem ter reparado que não tenho falado muito sobre política ultimamente, começou por dizer Obama. Mas há uma coisa que eu sei: se queres ganhar uma campanha dividindo pessoas, não serás capaz de as governar. Não as conseguirás unir mais tarde se começaste dessa forma”, frisou.

Sem mencionar uma única vez o nome de Donald Trump, era óbvio a quem se destinava o discurso. “Em vez de as nossas políticas reflectirem os nossos valores, temos políticas que estão a infectar as nossas comunidades. Em vez de olharmos para formas de trabalharmos em conjunto para termos as coisas bem-feitas, temos pessoas que tentam, deliberadamente, irritar as pessoas, demonizar as pessoas com ideias diferentes, de forma a ter as bases irritadas porque isso oferece uma vantagem táctica de curto prazo”, afirmou Obama.

Antes de colocar os presentes a gritar o slogan da campanha de 2008, “Yes, we can!” (Sim, podemos!), Obama terminou com uma pergunta, respondendo de imediato. “A questão que se coloca, numa altura em que a nossas política parece tão dividida, irritada e desagradável, é se podemos recuperar esse espírito, se podemos apoiar e incluir quem deseja unir as pessoas. Sim, podemos! (Yes, we can!)

Bush alinha com Obama nas críticas a Trump

Horas antes, e também sem mencionar uma única vez Donald Trump, outro ex-presidente pronunciava palavras a condenar a actual liderança política norte-americana.

Em Nova Iorque, George W. Bush, que ficou associado ao 11 de Setembro e à invasão do Iraque que devastou o Médio Oriente, condenou a intolerância e defendeu a importância da imigração.

“Os nossos políticos parecem mais vulneráveis a teorias da conspiração e a manipulações. Qualquer intolerância é uma forma de blasfémia contra o credo norte-americano e significa que a identidade da nossa nação depende da passagem dos ideais cívicos para as próximas gerações. Precisamos de uma ênfase renovada na aprendizagem cívica nas escolas”, afirmou Bush.

“Em certas alturas, parece que as forças que nos separam são mais fortes do que aquelas que nos unem. Vimos o nacionalismo ser distorcido em nativismo, esquecendo o dinamismo que a imigração sempre trouxe à América”, rematou o ex-presidente republicano. Notícias ao Minuto

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