OPINIÃO

A SEMANA : Primeiro di?rio caboverdiano em linha

O JORNALISMO NACIONAL 07 Novembro 2017

O jornalismo é o Quarto Poder e chegou a hora dos jornalistas demonstrarem a força dos poderes desta classe profissional. Os políticos são servidores públicos e precisam ser confrontados com perguntas sobre as suas actuações a nível institucional, a prossecução dessas atitudes na sociedade e a sua influência negativa nos cofres do Estado de Cabo Verde, por falta de transparência e responsabilidade político-institucional de muitos.

Por: Carlos Fortes Lopes, M.A.

A Voz do Povo Sofredor

O JORNALISMO NACIONAL

Se juntarmos e analisarmos os acontecimentos políticos, judiciais e sociais, dos últimos anos, em Cabo Verde, acabaremos por concluir que o jornalismo neste país continua aquém da deontologia profissional, violando os direitos constitucionais dos contribuintes nacionais. Os jornalistas continuam exercendo as suas funções com base nas influências politico-partidárias, com as gerências comandadas pelos senhores dos poderes políticos nacionais. Já chegou a hora dos jornalistas da função pública se levantarem das cadeiras das redações e procurarem as notícias nas FONTES, com incidência nas crises sociais, ambientais e nas corrupções político-institucionais.

Os indigitados dirigentes da Comunicação Social Pública cabo-verdiana precisam de formações nas áreas da administração pública e de gestão de instituições de informação pública. Os repórteres e funcionários públicos precisam mudar as suas atitude profissionais e o estilo de trabalhar. Os jornalista da comunicação social pública não são obrigados a estarem constantemente atrás dos eleitos a transmitir as suas passeatas de constante campanha político-partidárias, seja de que partido for.

No dia em que os jornalistas conseguirem se livrar das influências partidárias e políticas nacionais, talvez a partir desse dia, serão capazes de exercer as suas funções com a deontologia exigente e necessária. Há que trabalhar para colmatar as necessidades informativas desta nossa sociedade (ouvintes/telespectadores/leitores), e entender as exigências da profissão e as suas relações com os inúmeros acontecimentos e actos que carecem de tratamentos noticiosos. Há que mudar de paradigma e procurar notícias que satisfaçam as necessidades informativas dos contribuintes, os reais donos deste país. Se continuarem com essas atitudes profissionais acabarão por ser totalmente rejeitados pelas populações, devido à falta de coragem e dedicação profissional. O país tem muitas limitações financeiras e não podemos continuar a desperdiçar o dinheiro dos contribuintes com o mau desempenho das instituições públicas, onde pessoas não produzem o suficiente para justificarem os salários mensais. Já basta de funcionários que apenas comparecem nos postos de trabalho (quando comparecem) para assegurarem os seus salários mensais. É exigente uma melhor contribuição dos profissionais da comunicação social e contenção das despesas desnecessárias e contra produtivas. Os contribuintes não podem e nem querem continuar a assistir apenas assuntos relacionados com os políticos, em representação dos seus partidos. Já chegou a hora dos contribuintes serem contemplados com um serviço de qualidade, abordando assuntos relacionados com as suas lutas diárias e o sofrimento das populações desprotegidas, etc.

Será que os jornalistas nacionais estão assim tão cegos e surdos que ainda não conseguiram entender que os contribuintes já cansaram dessas notícias políticas que são transmitidas diariamente? Os políticos são a minoria da população e os serviços públicos têm que saber distribuir os seus serviços de forma balançada. Fazendo as contas, esse grupinho de políticos só tem direito a cerca de 2% dos tempos de antena disponíveis. As campanhas eleitorais são suficientes para esses senhores que andam a parasitar nos cofres do Estado de Cabo Verde. Cresçamos profissionalmente e desempenhemos as nossas funções de acordo com a deontologia desta profissão de destaque social. Já passou o tempo de estarmos atrás desses senhores e senhoras que só estão preocupados em fazer campanhas partidárias, esquecendo das populações e os problemas de cada localidade. Aliás, está bem claro que o Quarto Poder está aquém das suas obrigações, porque os nossos jornalistas nem sequer conseguem questionar os políticos sobre a constante falta de soluções para as crises sociais, económicas e culturais nacionais. Porque não investigar e arranjar documentações para confrontar os políticos com as suas indecências e falta de ética.

Os jornalistas precisam arranjar outra forma de desempenhar as suas funções e confrontar os políticos com perguntas claras sobre as corrupções politico-institucionais, etc. O desperdício e as ilegalidades não podem continuar na impunidade total das instituições judiciais. O jornalismo é o Quarto Poder e chegou a hora dos jornalistas demonstrarem a força dos poderes desta classe profissional. Os políticos são servidores públicos e precisam ser confrontados com perguntas sobre as suas actuações a nível institucional, aprossecução dessas atitudes na sociedade e a sua influência negativa nos cofres do Estado de Cabo Verde, por falta de transparência e responsabilidade político-institucional de muitos.

O Estado/Povo de Cabo Verde não pode continuar a suportar tanta corrupção, enquanto os pobres obtinham sendo renegados para a miséria social e ambiental sem precedentes. A fome que está obrigando muitos a se enveredarem pela prostituição (ver prostituição infantil também), as insuficiências no sector da saúde pública, o nível elevado do desemprego no seio da juventude formada que está contribuindo para o flagelo nacional do alcoolismo, o actual desespero dos homens dos campos, com a falta de pasto para os seus animais, a carência dos transportes inter ilhas e o preço elevado dos bilhetes de passagens aéreas. Chegou a hora de juntarmos e gritar basta com este abuso do poder político-partidário nacional e os órgãos da comunicação precisam juntar aos contribuintes, para juntos demonstrarmos o poder do eleitorado.

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