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Moçambique: Difícil erradicar malária e VIH/SIDA, Tete conta já 123 mortes 1º semestre 21 Setembro 2017

A Sida continua a atingir sobretudo os países que se encontram na pior posição do IDH –Índice de Desenvolvimento Humano, como prova o caso de Moçambique onde na província de Tete, a síndrome matou 123 pessoas só no primeiro semestre deste 2017. A informação, publicada nos noticiários do país, tem como fonte o chefe do Departamento da Saúde de Tete, Alex Bertil.

Moçambique: Difícil erradicar malária e  VIH/SIDA, Tete conta já 123 mortes  1º semestre

Moçambique integra o triste Top-8 dos países onde a prevalência do VIH/SIDA ultrapassa os 10%: Suazilândia, Botswana, Lesotho, África do Sul, Zimbabué, Namíbia, Zâmbia, Moçambique.

Estatísticas das autoridades sanitárias indicam que cerca de 400 doentes abandonaram o tratamento anti-retroviral no primeiro semestre do ano em curso.
“Custa perceber as razões da desistência, mas estamos a trabalhar para trazê-los de volta ao tratamento. Por exemplo, já resgatámos 250 que já estão novamente no sistema de TARV”, afirmou a referida fonte.

Alex Bertil explicou que uma das estratégias usadas para a recuperação dos doentes foi a criação de Grupos de Adesão Comunitária (GAC), em que se encarrega cada um dos membros de ir buscar às unidades sanitárias os medicamentos para todos. O sistema rotativo permite a partilha de responsabilidade entre os integrantes do grupo.


Malária a erradicar até 2040, se mosquiteiros não forem desviados

A malária todos os anos causa em média 4 mil mortes e afeta 400 mil pessoas no país, pelo que, segundo o responsável acima referido, já foi concluída a distribuição de redes mosquiteiras no primeiro bloco da província de Tete que contempla seis distritos.

Em setembro toda a população prevista tinha já recebido redes mosquiteiras em seis distritos, num "processo que decorreu sem grandes sobressaltos".

Na primeira semana de Outubro, o setor da saúde espera arrancar com a distribuição, para cobrir demais oito distritos e a cidade de Tete.

Em toda a província de Tete, serão distribuídas mais de 1.600 redes mosquiteiras a cerca de 700 famílias. A campanha de distribuição de redes mosquiteiras visa a prevenção e combate à malária, doença responsável pelo elevado número de mortes e internamento hospitalar.

Segundo Bertil, o uso inadequado de redes mosquiteiras preocupa sobremaneira as autoridades sanitárias. São vários os casos de redes mosquiteiras usadas para pesca, cobertura de celeiros e capoeiras.

Fontes: Diários digitais de Moçambique. Foto - Imagem de prosperidade associada ao Cahora Bassa, o ex-líbris de Tete, desmentida pelos indicadores de Saúde.

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