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Médico em hospital de N. York mata uma colega, fere mais seis e suicida-se 03 Julho 2017

O indivíduo, autor dos disparos que, na tarde desta sexta-feira 30, fizeram uma vítima mortal,Tracy Sin-Yee Tam (foto), além de ferir mais seis pessoas, antes de se suicidar, foi identificado como o médico Henry Bello, de 45 anos, que fora obrigado a demitir-se do hospital ’Bronx-Lebanon’ onde se deu a ocorrência.

Médico em hospital de N. York mata uma colega, fere mais seis e suicida-se

Os disparos no ‘Bronx-Lebanon Hospital’ começaram pouco depois das 15 horas locais (19H em Cabo Verde). Este hospital novaiorquino, que tem cerca de mil camas, é o maior em termos de pacientes externos tratados.

A polícia, que acorreu de imediato, após ser acionada — por pessoa não identificada que avisou que um homem armado estava no 16º piso — encontrou o atirador morto no 17º andar, como o Comissariado informou em conferência de imprensa. O indivíduo estava devidamente uniformizado e com identificação, acrescentou a fonte policial.

Segundo uma fonte do hospital, ele tinha sido contratado em agosto de 2014 e deixara o hospital em fevereiro seguinte. Fora obrigado a demitir-se antes de ser despedido, por estar envolvido em conflitos com colegas, incluindo um caso de alegado assédio sexual.

O diretor clínico de imediato descartou que a vítima mortal – uma médica cujo corpo foi encontrado perto do atirador — tivesse alguma relação com o seu homicida, afirmando que ela teria sido escolhida ao acaso.

Uma das cinco pessoas gravemente feridas permanece em estado crítico. Seis pessoas tinham ficado feridas no tiroteio no 16º piso, cinco das quais funcionários do hospital. A sexta vítima, um paciente internado, é a única que foi atingida com pouca gravidade.

Retratos contraditórios

O advogado David Wim, que o representou num caso de equivalência médica—porque Bello estava a ter dificuldade em renovar a licença de dois anos, que expirara em 1 de julho de 2016 —, disse que o homem que ele conhecia era bem diferente do que todos estão a descrever.

"Estou em estado de choque. Ele era uma pessoa muito simpática. Muito humilde, muito delicado, muito respeitador. Até sugeri à minha assistente que ele seria um bom partido, solteiro" — acrescentou David Wim.

Entretanto o hospital pinta um retrato dum médico desagradável, conflituoso. Segundo a médica Maureen Kwankam “tivemos de despedi-lo porque agia como um louco”.
Segundo ela e o médico Lazala, Bello jurara voltar para matar quem o despediu. David Lazala fora seu chefe e seria a pessoa que o atirador procurava e que não encontrou no 16º e 17º andar, nessa tarde fatal.

A vítima mortal, a médica Tracy Sin-Yee Tam, de 32 anos, só por acaso estava nesse hospital. Deslocara-se de uma unidade na periferia, para substituir uma colega que lho pedira. “Ela nunca dizia não. Quem precisasse de ajuda, ela estava sempre pronta para ajudar. Era uma pessoa de bom coração”, disse uma colega, de 46 anos, que a conhecia da escola médica.

Fontes: NYTimes, The Guardian; CNN(foto)

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