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Mau ano agrícola em São Filipe: Luís Pires acusa a Câmara de ser "lenta"em resolver problemas e propõe medidas para mitigar a crise 04 Novembro 2017

O ex-Edil de S.Filipe Luís Pires, que é também presidente do Grupo Independente Por Amor Incondicional a São Filipe (GIPAIS), reafirma que é gravíssimo que a "Câmara-lenta de São Filipe, até, pelo menos, a última reunião realizada no dia 20 de outubro, não tivesse um plano de emergência e, sem que o mesmo fosse ainda aprovado pelo executivo camarário. Sendo assim, segundo a mesma fonte, “fazendo eco à voz do povo, propomos à Câmara e ao Governo algumas medidas que vão muito além das que são geralmente implementadas em anos de crise”.

Mau ano agrícola em São Filipe: Luís Pires acusa a Câmara de ser

Num comunicado de imprensa GIPAIS chegado à redacção do ASemanaonline, Luís Pires começa por alencar algumas medidas para mitigar a crise no concelho, que podem passar pela diminuição dos custos alfandegários para os "bidões" que trazem "azágua" da América; Diminuir o preço da água para a agricultura de regadio, do milho, da ração e da água para os criadores de animais.

Para o GPAIS, a edilidade deve assumir ainda este ano, de forma gratuita e conforme promessa de campanha, as propinas do 7º ao 12º Anos de escolaridade; Aumentar o número e o valor dos subsídios para os estudantes em formação profissional e superior, bem como socorrer as famílias mais vulneráveis e sem rendimentos.

Segundo a mesma fonte, deve-se realizar obras nas localidades mais afetadas, empregando pessoas; Acelerar o projecto de ligação de água a Campanas de Cima que já estava bem encaminhado; Transportar a água para as localidades sem acesso à rede e conceder ajuda médica e medicamentosa às pessoas mais pobres.

Um outro apelo do Grupo Independente Por Amor Incondicional a São Filipe (GIPAIS) é de acelerar a implementação de projetos municipais e privados; Dar urgentemente seguimento às alternativas ambientalmente sustentáveis, para a grave situação da areia na ilha.

No sector das pescas, GIPAIS apresenta a proposta de diminuição do custo do combustível para os pescadores. Segundo Luís Pires, deve-se antecipar os 45 mil postos de trabalho a nível nacional, conforme promessa de campanha; Mobilizar com visão e sentido de oportunidade mais projetos públicos e privados para São Filipe e para o Fogo em Geral.

“Como sabemos que, perante a desgraça nacional, os 800 mil contos anunciados pelo Governo não vão chegar para uma meia missa, entendemos que a Câmara deveria accionar, rapidamente, outras possíveis formas de solidariedade porque com apenas 70 mil contos para São Filipe, a procissão vai ficar no adro”, opina o ex-autarca.

Luís Pires relembra que, entre dois e três anos, as empresas Armando Cunha, Maltauro, CPTP, Monte Adriano, MTCV, Engeobra, empreiteiros locais, emigrantes e particulares empregavam, a um só tempo, centenas de chefes de família. Critica que hoje só há trabalho mesmo para os poucos funcionários públicos. Por isso, é que ainda mantém a fé, de que ainda venha chuva “porque a água que cai do céu é importante o ano todo”.

Mas as reações não ficaram por aí. “Nós que em 2014, depois de uma seca terrível, vimos o nosso orçamento a não ser aprovado, propositada e maldosamente pelas duas oposições de então, sabemos o valor da solidariedade, em momentos de desespero. Por isso, com grande sentido de responsabilidade, continuamos ao serviço do bem, subscrevendo tudo que seja bom para São Filipe e apresentando as melhores propostas possíveis, para tudo que precisa ser melhorado”, finaliza Luís Pires.

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