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Manifestação em Santa Catarina: Vendedeiras ambulantes dizem que querem vender “sem perseguição” dos fiscais 15 Novembro 2017

Revendedeiras ambulantes de peixe, frutas e legumes de Santa Catarina de Santiago manifestaram-se, esta terça-feira, pelas ruas da cidade do Planalto, contra aquilo que consideram ser «a política de perseguição» que vem sendo implementada pela actual Câmara Municipal de Beto Alves. Estes comerciantes do sector informal pediram à edilidade que lhes deixe vender na cidade de Assomada, “sem perseguição” dos fiscais, principalmente neste “tempo difícil” da seca e do mau ano agrícola.

Manifestação em Santa Catarina: Vendedeiras ambulantes dizem que querem vender “sem perseguição” dos fiscais

Segundo um despacho da Inforpress, comerciantes informais do concelho procuraram a comunicação social para fazer esse “desabafo” e se manifestaram em frente à Câmara Municipal. Dizem-se “perseguidas” pelos fiscais, apesar de não os atribuir a “culpa”, ou seja, estão apenas a cumprir ordens da autarquia.

“Estamos apenas a procurar o pão para o sustento dos nossos filhos”, desabafou a peixeira Edna, que conta que os fiscais têm confiscado as suas mercadorias (banheira de peixe) à cabeça, mesmo que não estejam a vender.

Inconformada com a atitude dos fiscais que considera abusiva”, a jovem peixeira questionou se os mesmos têm esse direito de até confiscar os seus pertences, estando no carro de regresso à casa.

Conforme explicou a jovem peixeira, as mercadorias são apreendidas e ainda são aplicadas uma coima de cinco mil escudos a cada uma.

Gracinha, outra peixeira, que partilha da mesma opinião, disse à Inforpress que todas são chefes de família, com responsabilidades a serem cumpridas e com filhos a estudar, e que com o mau ano agrícola que assola o país as coisas complicaram ainda mais. Por isso, diz que entende que a autarquia deveria ter “mais tolerância”.

“Apenas pedimos que nos deixem vender com a nossa banheira em cima das nossas cabeças. Se o presidente não quer que vendemos nas ruas que nos dê trabalho ou então que crie condições para tal. O mercado de Achada Riba não tem lugar para albergar todas as vendedeiras ambulantes”, expôs a rabidante, pedindo que a Câmara crie outro espaço.

Câmara e tolerância zero

Contactado pela imprensa, o edil José Alves Fernandes afirmou que a edilidade vai ser “intransigente, tendo já decretado tolerância zero” para com a venda de peixe e carne na rua. Justifica que medida está sendo implmentada por uma questão de saúde pública e segurança alimentar que está em causa no concelho.

Segundo o autarca, a cidade de Assomada é uma urbe de comércio e de feira, e nesse sentido tem privilegiado a organização da feira que passa por colocar cada produto no seu devido espaço.

Referindo-se ao espaço que as vendedeiras alegam que não há no mercado novo, o edil convida-as a irem experimentar e que caso não caberem todas, a responsabilidade será toda da autarquia, que vai arranjar “outra solução”.

“Porque é que há um grupo no mercado a cumprir as medidas da autarquia”, questionou o autarca, asseverando que terão “tolerância zero” contra os incumpridores, refere a Inforpress.

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