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A SEMANA : Primeiro di?rio caboverdiano em linha

Jornalista brasileiro provoca indignação dos cabo-verdianos com artigo sobre o país 16 Abril 2010

O artigo “A Globo, a Record e os chineses. Em Cabo Verde”, assinado pelo jornalista brasileiro Luiz Carlos Azenha e publicado no site www.viomundo.com.br, está a provocar uma onda de indignação entre os cabo-verdianos por conter alguns comentários preconceituosos.

Jornalista brasileiro provoca indignação dos cabo-verdianos com artigo sobre o país

O comentário de Luiz Carlos Azenha que está a despertar mais contestação é a seguinte: “Em Cabo Verde a população fala crioulo (95% português, 5% palavras de idiomas africanos). O português como falamos no Brasil é coisa dos letrados”.

O jornalista continua a demonstrar o seu desconhecimento sobre a realidade cabo-verdiana ao afirmar que “a chegada do Brasil a Cabo Verde é razoavelmente recente: se aprofundou com a disseminação das antenas parabólicas e com o acesso à energia elétrica (grande parte dos moradores do país ainda não tem acesso à água, luz ou rede de saneamento básico)”.

E, para ele, “o comércio, quase todo, é dominado por chineses. Eles chegam com suas mercadorias baratas e, apesar do ressentimento de alguns, são saudados pelos caboverdianos pobres, que agora podem calçar toda a família e comprar os uniformes escolares”.

Comentários que, mesmo na página digital do jornalista (http://www.viomundo.com.br/opiniao-do-blog/a-globo-a-record-e-os-chineses-em-cabo-verde.html), provocou reacções de indignação e de objecção. O internauta Amilcar Aristides diz: “viajou legal para conhecer Cabo Verde mas não entendeu o criolo. Sabia que é bem mais antigo do que o brasileiro. Essa frase aí dos 95% pt tá totalmente equivocado. Nada mais falso. Criolo é reconhecido como língua que surge da miscegenação. Mas a base, a raíz é tão forte que ela se apropia de outras expressões sem perder identidade. Se quiser aprender tem que parar um pouco mais e falar com gente que sabe”.

Por sua vez, a internauta Cecília afirma: “Não me parece certo falar assim da língua de Cabo Verde. As pessoas falam cabo-verdiano, como nós falamos brasileiro. Aqui também sofremos influências de línguas africanas e indígenas (que percentagem?) e possuímos variação entre as classes sociais e as regiões do país que não são nada desprezíveis. Que a língua das elites daí se pareça com a das elites de cá faz sentido, me parece”.

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