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Israel: PM Netanyahu pode ser acusado por delação premiada de homem de confiança 08 Agosto 2017

O caso em que o primeiro-ministro Benjamin Netanyahu "é suspeito de ter indevidamente aceitado presentes” conheceu novos desenvolvimentos, esta segunda-feira 7, com a notícia de que Ari Harow (foto), que foi seu chefe de gabinete, está a ser ouvido como testemunha de acusação e que terá aceitado redução de pena em troca de informações.

Israel: PM Netanyahu pode ser acusado por delação premiada de homem de confiança

O primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, foi na primeira semana de janeiro interrogado pela polícia "como suspeito de ter indevidamente aceitado prendas avultadas por empresários italianos”, segundo um comunicado oficial.

Ari Harow, 44 anos, terá — segundo a Reuters que cita documentos do tribunal — aceitado testemunhar contra o seu antigo chefe, o primeiro-ministro Benjamin Netanyahu.

O consultor com dupla nacionalidade — nasceu nos Estados Unidos —, visado num processo por abuso de confiança, terá aceitado o acordo judicial, por forma a reduzir a sua pena.

Em janeiro, o Procurador-Geral, Avichai Mandelblit, confirmara pela primeira vez que o primeiro-ministro é suspeito numa acção criminal. Aliás, à saída da residência oficial onde decorreu o interrogatório, as autoridades divulgaram em comunicado que “Benjamin Netanyahu foi interrogado como suspeito de ter aceitado presentes de forma inapropriada”.

Fustigado na comunicação social, Netanyahu nega tudo

A imprensa israelita não tem poupado o primeiro-ministro. A acusação mais recente, e que terá determinado a investigação judicial, envolve dois empresários italianos que teriam presenteado o chefe do governo com prendas valiosas.

A estação de televisão nacional Channel 2 noticiou que o primeiro-ministro recebeu "favores" de empresários nacionais e estrangeiros, bem como é suspeito num outro processo que envolve familiares seus.

Outro órgão de comunicação social israelita, o diário Haaretz, escreve que Arnaud Mimran, empresário francês detido por fraude, alega ter entregado um milhão de euros à campanha de Netanyahu em 2009 — algo que este vem negando.

A estação de televisão nacional Channel 10 reporta que o filho mais velho, Yair Netanyahu, recebeu prendas várias de um bilionário australiano, James Packer, que se suspeita visavam facilitar negócios do australiano em Israel.

Fontes: referidas. Foto de The Times of Israel

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