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“Indignação” e asco” na Escola Médica da USC face ao diretor viciado em drogas ilícitas 25 Julho 2017

A vida privada e a vida pública do mui respeitado diretor da Escola de Medicina da Universidade da Carolina do Sul nunca se teriam cruzado se um caso de overdose não tivesse levado a polícia até uma das suas habituais festas de fim de semana.

“Indignação” e asco” na Escola Médica da USC face ao diretor viciado em drogas ilícitas

O Los Angeles Times deu à estampa um relato que mostra a vida secreta dum dos oftalmologistas mais respeitados da América: o médico-cirurgião Carmen A. Puliafito, de 66 anos. Uma figura muito querida na USC, para onde conseguira levar vários milhões em donativos — angariados em festas com estrelas de primeiro plano como Warren Beatty, Annette Benning, Shirley MacLaine na foto, com Puliafito mais à esquerda (gravata amarela sobre camisa azul) — e atrair profissionais prestigiados.

Contudo, a reportagem publicada há uma semana revelou outra face, tenebrosa, deste homem de sucesso. Há anos viciado em drogas ilícitas, parece que beneficiou do seu status para não ser levado à justiça.

A investigação do Los Angeles Times apurou, junto da polícia de Los Angeles, que o ano passado o até aí diretor da USC estava envolvido num caso em que uma jovem de 21 anos teve de ser hospitalizada por overdose. Depois de sair do hospital, a jovem regressou à festa e a polícia pôde encontrar no local as metanfetaminas em posse do médico.

Foi demitido da direção da escola médica mas permaneceu no quadro de pessoal e não terá sido incomodado pela justiça.

Nos vídeos referidos, vê-se o médico a consumir drogas juntamente com jovens acompanhantes. Ora em quartos de hotel ora em outros locais privados, mas também no gabinete da universidade.

Num dos vídeos feitos desde 2015, o médico em smoking posa para a câmara com uma pastilha alaranjada. Enquanto engole-a, diz: “Decidi que vou tomar um ecstasy antes do baile”.

Outro vídeo mostra-o a aquecer uma ampola apropriada para metanfetaminas, depois inala e sopra o fumo branco. Junto dele, uma jovem aspira heroína contida num pedaço de alumínio.

“Se se confirmar o que está na reportagem do Los Angeles Times do passado dia 17, esperamos que o Carmen receba o tratamento médico adequado para a sua total recuperação”, afirmou o porta-voz da USC, esta segunda-feira 24.

Fontes: LA Times e Washington Post.

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