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Indicadores de Bem-Estar 06 Agosto 2009

A principal fonte de energia para iluminação em Cabo Verde é a electricidade. Informações do QUIBB 2007, elaborado pelo INE, indicam que 73,6% das famílias cabo-verdianas têm a electricidade como principal fonte de energia. 89,8 dos que vivem em meio urbano e 49,2 em meio rural utilizam electricidade. Maio é o concelho com maior taxa de utilizadores de electricidade para iluminação, com 92,2%, seguido da Praia com 90, 3, enquanto o município com a taxa mais baixa é Santa Catarina do Fogo com 20,9, seguido de São Salvador do Mundo com 22,8 e São Miguel com 31,7.

Indicadores de Bem-Estar

As principais fontes de energia para preparar os alimentos são o gás (64,2) e a lenha (32,9), enquanto só 2% têm o petróleo, madeira e carvão como combustíveis para cozinhar. São Vicente é o município que usa mais gás para preparar os alimentos, 92,9, seguido do Sal (92,5), Praia (85,6) e Boa Vista (83,8). No lado oposto, temos São Salvador do Mundo (14,1), São Lourenço dos Órgãos (22,1) e São Miguel (22,2). E são esses os municípios onde também se utiliza mais lenha para cozinhar com taxas de 85,9, 77,3 e 77,8, respectivamente. Em percentagens muito reduzidas também se utiliza o petróleo, a electricidade e a madeira/carvão para preparar os alimentos.

Mais de metade dos agregados familiares (56,2) tem casa de banho e retrete, sendo que 68,3 se situam no meio urbano e 38,2 no meio rural. Aqui importa referir que ainda restam 35% dos agregados familiares sem WC nem retrete/latrina. O principal modo de eliminação de águas residuais é ao redor das casas: 31,6. Mas também se usa a natureza (27,3), fossas sépticas (26,5) e rede de esgotos (14,3). Refira-se que os agregados com ligação a redes de esgotos/fossas sépticas atingem os 58%, dos quais 71,9 no meio urbano e 37,4 no meio rural.

Quanto aos bens de conforto, o telefone e o telemóvel estão presentes em 75,7% dos agregados familiares, sendo que nos meios urbanos a taxa eleva-se para 82,5, no meio rural não passa dos 65,5. A nível dos restantes meios de comunicação e informação – telefone, telemóvel, computador, rádio, televisão, aparelhagem e vídeo/DVD – os números são também altos. Por exemplo, o televisor está em 68,9% dos lares, a rádio em 59,5 e o telemóvel 54,7. Menos expressivo é o número de computadores por agregado: 10,8. O capítulo bens e equipamentos dá-nos conta que 90,2 dos agregados possuem fogão ou camping-gás, 53,0 têm frigorífico, 16,3 microondas, 12,4 máquina de lavar roupa, 9,9 arca congeladora, 1,2 ar condicionado.

Em 2007, a taxa de alfabetização em pessoas com 15 anos ou mais era de 79,6, sendo 84,7 % no meio urbano e 72,3 % no meio rural. A taxa de alfabetização juvenil (15 – 24 anos) sobe para 95,9 – 95,3% no sexo masculino e 96,6 no sexo feminino. Os indivíduos que frequentaram um estabelecimento de ensino gastam habitualmente menos de 15 minutos entre a casa e a escola, independentemente do meio de transporte utilizado, mas mostram-se insatisfeitos com as propinas caras (58,5%), casas de banho que não funcionam (28,5), falta de uma biblioteca (10,1), falta de segurança (9,7), elevado número de alunos por sala (9,1), estabelecimentos de ensino em mau estado (6,8), professores não qualificados (5,4), entre outros.

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