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Ilha do Sal: Autarquia rescinde contrato de concessão com Salimpa por gestão “danosa” e serviço “deficiente” 05 Agosto 2017

O presidente da Câmara Municipal do Sal, Júlio Lopes asseverou, nesta sexta-feira, que “gestão danosa” e “deficiente” serviço de recolha de lixo na ilha, estiveram na base da rescisão do contrato com a empresa de limpeza urbana, Salimpa.

Ilha do Sal: Autarquia rescinde contrato de concessão com Salimpa por gestão “danosa” e serviço “deficiente”

“A câmara do Sal detém 51 por cento das acções da empresa Salimpa, entretanto, não sabe qual é a real situação da empresa, e o homem recusa-se a prestar quaisquer informações financeiras. Isso não pode. Somos Câmara Municipal…E, um princípio importante, estabelecido, é a transparência” acentuou.

Fazendo valer a acusação de gestão danosa e ineficiente, o autarca sustentado em documentos, mostra que em 2016, por exemplo, Rui Ramos, administrador-delegado da Salimpa tem uma facturação de 108 mil contos, tendo gasto 28 mil contos com o pessoal, 15 mil contos só em alugueres, milhares de contos em peças, mais de 40 mil contos em serviços externos, entre outros avultados gastos.

“É uma gestão danosa, incompatível com a que a câmara municipal quer fazer. O caso vai para a Procuradoria para ele explicar lá na justiça como é que gastou tanto dinheiro, dinheiro da recolha de lixo que era suposto estar a ser utilizado para a melhoria do sistema de recolha e deposição do lixo… e usa esse dinheiro para fins pessoais”, acusou.

Júlio Lopes vai mais longe denunciando ainda que a maioria dos fornecedores da Salimpa são empresas nas quais o administrador Rui Ramos mantém relações (sócio/representante), designadamente Lambelho e Ramos; Lurec – Ambiente e Construção Lda. Lurec – Limpeza Urnaba e Reciclagem SA; F3 – Ambiente e Construções, SA. Solidancora – Prestação de Serviços Unipessoal Lda.

“Ele vai prestando serviços a essas empresas, empresas de amigos, comendo o dinheiro da Salimpa”, delatou.

Segundo o autarca, desde que a sua equipa assumiu a Câmara Municipal do Sal era visível que a recolha de lixo era, efectivamente, muito deficiente, tendo, no entanto, insistido com a Salimpa no sentido de melhorar o serviço, já que havia muitas reclamações, desde a Delegacia da Saúde, Câmara do Turismo… da população em geral.

“Mas em vez de dar resposta no sentido da melhoria do serviço, pelo contrário, era sempre de agressividade. Sal tem mosca verde… sinal gravíssimo de putrefacção.
Significa que a parte ambiental no Sal está muito deficiente. Com isso, notificamos a empresa por incumprimento do objecto principal que é recolha e deposição do lixo. A lixeira a céu aberto é uma vergonha para uma ilha turística”, exteriorizou.

Perante a situação, Júlio Lopes denota que enquanto presidente da Câmara do Sal não pode permitir que o dinheiro da taxa de lixo seja usado para fim pessoal em detrimento do interesse e benefício, público e da ilha.

“Há um interesse público e o princípio da transparência, que presidem a decisão da Câmara Municipal”, enfatizou.

Dado ao problema e guerra instalada, a Câmara Municipal do Sal – accionista maioritária da Salimpa -, reassumiu esta terça-feira, dia 01, o serviço de saneamento na ilha turística. Fonte: Inforpress

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