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Homicida dela à cabeça de "Marcha branca por Alexia" 02 Fevereiro 2018

A 30 de janeiro, três meses depois da morte de Alexia, de 29 anos, o marido dela confessou enfim o conjugicídio. Pelo meio, encabeçou a 5 de novembro (Foto 2) a "Marcha branca por Alexia" que mobilizou várias cidades de França, foi consolado por milhares de pessoas, teve os pais da vítima sempre a apoiá-lo, ao "melhor genro com que uma mãe podia sonhar". Todos defenderam o "sensível Jonathan" e a polícia demorou três meses a encontrar o homicida — que estava à sua frente.

Homicida  dela à cabeça de

A francesa Alexia encontrada a 30 de outubro numa mata, com o corpo semicalcinado, tinha sido morta pelo marido na noite de 27 para 28. Três meses depois, em 30 de janeiro, ele diz que foi "por acidente" que estrangulou a mulher até à morte.

Desde a manhã de sábado, 28 de outubro, quando relatou à polícia que a mulher não regressara do seu jogging (teve o cuidado de a equipar antes de a ir enterrar de madrugada perto do percurso habitual dela), ele representou a comédia do viúvo inconsolável — frágil, em sofrimento tal que eram os pais da morta a ampará-lo (Foto 1).

Entretanto, a polícia desorientava-se perante o coro de parentes, amigos, patrão e colegas que descreviam um homem e profissional sem mácula. A família dela referia os dez anos do casamento perfeito dos dois jovens, apenas ensombrado pela incapacidade de ter filhos.

O caso de Alexia é mais que um fait-divers, é uma triste realidade numa sociedade onde há um conjugicídio em cada três minutos, dizem as estatísticas. Tanto que a notícia ultrapassou fronteiras e foi noticiado pela BBC, Deutsche Welle — com ênfase na mensagem de encorajamento, contra o medo, que as "marchas brancas" pretendiam enviar às mulheres que praticam "jogging".

Tornou-se ainda insólito pela farsa que o seu homicida representou junto de todos.

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