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Guiné-Bissau: Partido Movimento Patriótico denuncia que Senegal «sai a ganhar» com instabilidade política no país 18 Abril 2017

O presidente do Movimento Patriótico (MP), José Paulo Semedo, afirmou, esta segunda-feira, que o Senegal «sai a ganhar» com a instabilidade política na Guiné e condenou a intenção do líder senegalês (Chefe do Estado) em visitar a capital Bissau, em maio próximo.

Guiné-Bissau: Partido Movimento Patriótico denuncia que Senegal «sai a ganhar» com instabilidade política no país

Em conferência de imprensa, o líder do MP, partido extraparlamentar, disse que a visita do presidente Macky Sall «não é bem-vinda neste momento».

«Esperamos que o presidente senegalês saiba que o povo guineense está atento, porque por trás de toda instabilidade na Guiné-Bissau a mão das autoridades senegalesas esteve sempre presente», defendeu o líder do MP, partido sem assento no parlamento guineense, mas sempre bastante ativo na vida política do país.

«Se o presidente do Senegal não puder ajudar na resolução da crise política na Guiné-Bissau, então só queremos que não piore a situação», sublinhou José Paulo Semedo, antigo pastor da Igreja Evangélica.

José Paulo Semedo salientou que a posição do MP em relação ao Senegal será aquela enquanto se mantiver a situação política na Guiné-Bissau, depois do presidente José Mário Vaz se ter recusado a cumprir com um acordo internacional para acabar com a crise.

O líder do MP referia-se ao Acordo de Conacri, instrumento político patrocinado pela Comunidade Económica dos Estados da África Ocidental (CEDEAO), que propõe a criação de um Governo de consenso de todos os partidos políticos representados no Parlamento.

O atual executivo, liderado por Umaro Sissoco Embaló, não tem, oficialmente, o apoio de quatro dos cinco partidos com assento parlamentar, que não reconhecem o primeiro-ministro e ainda pedem a sua demissão pelo chefe de Estado.

José Paulo Semedo entende que o líder do Senegal «quer aproveitar-se da situação de instabilidade política» para assinar um acordo de partilha de recursos petrolíferos, que podem existir na fronteira marítima entre os dois países, mesmo sabendo que em Bissau «está no poder um governo ilegítimo».

Fonte: Lusa

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