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Geraldo Almeida considera a regionalização de Cabo Verde “um perfeito disparate” 13 Setembro 2017

O jurista cabo-verdiano e professor universitário, Geraldo Almeida, considera que “pensar em regionalizar um país minúsculo como o nosso é disparate de todo o tamanho, que nenhum governo deve cometer”. O jurista, que é próximo da UCID, fez estas considerações, hoje (12),na sua conta pessoal do Facebook. Este posicionamento de Geraldo vai certamente incendiar os debates sobre a regionalização do país, principalmente entre os membros dos diferentes partidos e cidadãos que defendem essa tese.

Geraldo Almeida considera a regionalização de Cabo Verde “um perfeito disparate”

Segundo fundamenta Geraldo Almeida, “temos um Parlamento excessivo. Uma Administração Pública pesada”, isto sem contar com um “Governo gordo” . Como se tudo isso não bastasse, “ainda queremos regionalizar, ou seja, criar mais serviços, mais cargos, mais encargos para tudo ficar na mesma”.

No seu entender, a ideia de regionalização só tem uma causa: a mesquinhez e o egoísmo dos diversos governos centrais que não querem abrir mão das suas competências. “Vença-se a mesquinhez e o egoísmo e o problema fica resolvido”, afirma.

Conforme ele, é por isso que “Cabo Verde não precisa da regionalização. Cabo Verde precisa que se fortaleça o poder municipal e precisa que se instituam as autarquias inframunicipais - as Juntas de Freguesias, por exemplo”, sugere.

Ainda no seu post, Geraldo escreve que a regionalização não resolverá nenhum problema. « Pelo contrário, só trará mais problemas, como sejam conflitos com o poder local. Regionalizar um país do tamanho de uma autarquia é um disparate que nenhum governo deve cometer”, finaliza o jurista, que já foi candidato a deputado nacional pela lista da UCID pelo círculo de Santiago Sul.

Este comentário de Geraldo vem a pôr dedo na ferida, por posicionar-se de forma clara contra a regionalização do país. Um posicionamento que contraia a tese dos «regionalistas» e de membros e dirigentes dos partidos, incluindo a UCID com a qual se identifica. É que estes não tiveram, conforme observadores atentos, a coragem nem ousadia de tomar tal posição, por medo de serem penalizados pelos eleitores, principalmente por muitos de S.Vicente que defendem, com alguma fervor, a regionalização de Cabo Verde.

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