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Fundação Casa das Bandeiras homenageia grupo “Sete Estrelo” e continuadores das tradicionais festas de Nhô Sanfilipe 24 Abril 2017

Este ano a cidade dos sobrados comemora um século do desenterro da Bandeira de São Filipe. Por esta ocasião, a Casa das Bandeiras já começou os preparativos para a festa rija e pretende homenagear o grupo “Sete Strelo”. Além deste grupo, serão homenageados os continuadores e outras figuras - coladeiras, tamboreirios, padre - que deram o seu contributo para a elevação das festas de bandeira Nhô Sanfilipe.

Fundação Casa das Bandeiras homenageia grupo “Sete Estrelo” e continuadores das tradicionais festas de Nhô Sanfilipe

De acordo com o responsável da Fundação Casa das Bandeiras, Henrique Pires, a bandeira de São Filipe chegou a estar enterrada e no ano de 1917, esse grupo de sete jovens (Grupo Sete Estrelo), que era composto pelo seu líder Aníbal Henriques, Alberto Gomes Barbosa, António Henriques, João de Sousa Macedo, José Emílio Leite, Manuel Ribeiro de Almeida e Pedro Gomes Barbosa, resolveram desafiar a lenda que existia na altura, segundo a qual “morreriam aqueles que se atrevessem a desenterrar a bandeira de São Filipe. Por fim, desenterraram-na e desde aquela altura, ela é festejada sem interrupção, porque há sempre alguém que deseja tomar a bandeira para o ano seguinte.

A mesma fonte garante ainda, que este ano serão homenageadas os continuadores das festividades e outras figuras, pelo facto de contribuírem e se dedicarem para a elevação desta festa tradicional.

De entre as pessoas a serem distinguidas, Henrique Pires destaca duas coladeiras idóneas (92 e 105 anos), o tamboreiro, Valdomiro Dias, a Júlia Barros Andrade e o Padre Camilo Torassa. Tudo em reconhecimento pela dedicação e engajamento dessas figuras na realização desta festa tradicional ao longo dos anos.

“Depois da Independência Nacional as festas da Bandeira de São Filipe ganharam uma dimensão maior, numa primeira fase a nível nacional e nos últimos anos, com abrangência internacional, o que as tornam das maiores tradições culturais do país”, sublinha.

Dimensão e patrocínio de festa

Para o tradicional almoço a ser oferecido pelo festeiro (Casa das Bandeiras), o seu responsável acrescenta que não será possível convidar toda a população do Fogo e nem todos os emigrantes e pessoas que visitam a ilha por ocasião do 1º de Maio, mas prevê estender os convites para cerca de 350 pessoas, por causa da reduzida dimensão do espaço.

Entretanto, Pires promete fazer tudo para que a Cidade de São Filipe receba, por esta ocasião, pessoas de todos os pontos do país e de vários quadrantes do planeta que programam suas férias neste período para se divertirem com os amigos e familiares.

Questionado sobre o orçamento para a realização da festa da bandeira, este festeiro revela ao Asemanaonline que terá um custo de mais de 3 500 contos e aponta como principais patrocinadores o BCA, a CV-Teleom, a Companhia Seguradora Garantia, a SITA, o INPS, entre outros parceiros.

De ressaltar que as tradicionais festas da Bandeira de Nhô Sanfilipe, na ilha do Fogo, são realizadas em homenagem a Santos populares e constituem uma das manifestações mais antigas e culturais de Cabo Verde. “A sua secularidade é autenticada por vários documentos dados à estampa por reputados estudiosos da história e cultura do arquipélago”, escreve um dos estudiosos dessa manifestação cultural.

As comemorações da bandeira e do Município de São Filipe serão, em princípio, quase duas semanas de festa, em que acontecem várias actividades culturais, recreativas, desportivas e religiosas, nomeadamente música, bailes populares, teatro, dança, cavalhadas, provas de velocidade, brigas de galo, feiras, exposições de produtos artesanais, corridas de bote, atletismo, futebol, fogos-de-artifício, missa e procissão, entre outras”, aponta a nossa fonte.

Recorde-se que a Casa das Bandeiras funciona nos antigos edifícios das Alfândegas e das Finanças, em São Filipe, cedidos pelo Governo no ano de 2001 e começou a funcionar em Maio de 2002, após a sua remodelação.

Celso Lobo

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