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França: Edouard Philippe é primeiro-ministro de Macron 16 Maio 2017

França: Edouard Philippe é primeiro-ministro de Macron

A cerimónia da passagem das pastas entre o primeiro-ministro cessante Bernard Cazeneuve e o novo primeiro-ministro teve lugar no palácio de Matignon (sede do governo) às 16 horas locais (menos três em Cabo Verde). Tinham-se passado escassas horas após o anúncio feito pelo Secretário-Geral do Palácio do Eliseu e pouco mais de 24 horas após a inauguração da nova presidência.

Recorde-se o perfil do chefe do governo traçado por Macron, dois dias antes de vencer a segunda-volta: "Tem de ser alguém com experiência política, as competências para dirigir a maioria parlamentar e as competências para animar o coletivo governamental — que será profundamente renovado".

As reações à nomeação do até agora "maire" (presidente da câmara municipal) de Le Havre são, como era de esperar, de aplauso entre os partidos do centro e da direita. E também como era de esperar, o candidato "insubmisso" derrotado, Jean-Luc Mélenchon, já veio dizer que este é um presidente novo com o pior do velho sistema de alternância esquerda-direita.

Homem de direita para quebrar a direita

"Jogada hábil" para agregar a direita, eis como os analistas políticos estão a considerar a escolha deste homem de direita e juppéista de sempre. E Philippe, de 46 anos, é normando como o anterior PM, mas em versão jovem já que é o segundo mais jovem PM no cargo só ultrapassado por Laurent Fabius que em 1984 tinha 45 anos.

Homem de direita para quebrar a direita — não se esquece de destacar a comunicação social —, nesta altura em que, a pouco mais de um mês das próximas eleições, o partido LR procura limpar as suas listas para as legislativas, retirando os que se posicionaram desde a primeira hora a favor de Macron.

Acredita-se que ele vai conseguir trazer mais deputados ao novo partido La REM — La République en marche, que é tida como uma hábil recomposição do movimento ’En Marche’ que ganhou o Eliseu. Falta agora ganhar a Assembleia Nacional para maior sustentação a Macron.

Fontes: AFP, Libération

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