NOS KU NOS

A SEMANA : Primeiro di?rio caboverdiano em linha

Fábula: Veneráveis aviões aterram 15 Novembro 2017

"- Mesmo com os seus quiproquós, a mobilidade até que já se começa a ver, está ali na placa!"Ledo engano.

Fábula: Veneráveis aviões aterram

Antes de entrar, relembro que já se escreveram milhares de teses sobre isso, sintetizáveis aqui em uma única sentença: “Nasceram todos iguais, mas houve um dia uma oportuni-dade para um deles receber a sua dose leonina e a partir daí nunca mais quis que fosse diferente e fez tudo para assim continuar".

O par de aviões que desde esse primeiro domingo novembral pousaram no aeroporto da capital foram motivo para novas divisões.

Para uns, era prova de que o contrato com a nova administradora, internacional, era a solução. Reforço das frequências nas rotas prediletas, nas duas margens atlânticas.

Outros foram à ficha técnica dos novos 757-200 e aterrados fizeram as contas: de 1991 a 2017 são 26 anos! Uma idade venerável em alguns artefactos – adoráveis vintages —, mas jamais em aeronaves.

Os capitalinos que, durante meio século quase, esperaram chegar a hora de voar da sua capital para outras capitais, foram então nesse domingo ver cumprir a primeira promessa de mais mobilidade. Disseram uns para os outros e para os seus botões:

"- Mesmo com os seus quiproquós, a mobilidade até que já se começa a ver, está ali na placa!"

Ledo engano, a surpresa maior viria depois. A companhia de bandeira, agora desfalcada do seu ramo nacional, deixaria de ligar a nossa capital ao mundo.

Enquanto por cá nos digladiávamos, noutras capitais havia quem esfregasse as mãos de contente:

— Agora é que vamos reforçar os voos, está-se mesmo a ver que a maioria prefere ‘viajar estrangeiro’ que escalar a ilha do aeroporto.

E por cá, houve quem prognosticasse nesse sentido:

— Agora é que os voos da nossa linha internacional vão passar a ter um passageiro por meia dúzia de tripulantes.

Os artigos mais recentes

100% Prático

publicidade






Mediateca
Cap-vert

Uhau

Uhau