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Deslocados de Chã decepcionados com o primeiro ano de mandato do actual governo 16 Mar�o 2017

Os deslocados de Chã das Caldeiras estão descontentes e decepcionados com a gestão do primeiro ano de mandato do actual Governo liderado pelo Primeiro-ministro, Ulisses Correia e Silva. Quem o diz é o activista social Miguel Montrond, que foi ex-representante dos moradores junto da Comissão Interministerial local. Montrond reclama sobretudo as promessas da campanha não cumpridas e a falta de diálogo entre os residentes, as autoridades nacionais as autarquias do Fogo.

Deslocados de Chã decepcionados com o primeiro ano de mandato do actual governo

Numa missiva enviada a este diário digital em nome da população de Chã das Caldeiras, Miguel diz que, depois de muito tempo sem se pronunciar e concretizar as promessas e projectos para aquela localidade e os deslocados, “chegou o momento de manifestar o meu posicionamento ao Governo em relação às promessas feitas e não cumpridas até então. Aproveito também para dizer que o povo de chã das Caldeiras está decepcionado com o primeiro ano de mandato do acutal governo, pois as promessas ainda estão engavetadas”.

Segundo a mesma fonte, “nem todas as casas foram reabilitadas, na verdade, faltam ainda mais três habitações em Monte Grande para serem concluídas”.

Promessas engavetadas:

“O projecto do assentamento se foi abaixo, as actividades geradoras de rendimento que ajudariam as famílias a iniciarem as suas vidas nunca apareceram. Apoio aos estudantes prometidos não apareceram. A ampliação de quartos nas casas reabilitadas para as famílias mais numerosas também não chegou a ser feita. Mobilização de água para população que reside na cratera, ainda não foi concretizada. Estrada mais acessível para entrada e saída da cratera ainda não se concretizou. De tantas outras promessas que ainda estamos á espera, tudo isso contribui para que ficamos decepcionados com o actual governo, que aproveitou da triste situação vivida pelos deslocados para ganhar as eleições”, lamenta.

Construções na Cratera:

Quanto às construções na cratera, Montrond lamenta a decisão do governo de impedir novas construções. Na sua opinião, antes de ter tomada essa medida, “deveria ser construído o assentamento para os deslocados, tal como estava previsto, ou, então apresentado um plano de ordenamento para Chã. Neste momento, várias são as famílias sem as mínimas condições de seguir uma vida digna, tal como como foi prometido pelo actual governo durante as campanhas eleitorais. Se há uma habitação dentro da caldeira, a culpa é dos governos tanto actual como anterior e também da Câmara Municipal de Santa Catarina - não souberam canalizar os recursos e resolver os problemas da população”.

Miguel Montrond questiona ainda que a decisão de suspender as construções e entrada de matérias de construção civil em Chã das Caldeiras não será aceite pela população. “Não vamos esperar pelo governo até chegar perto das próximas eleições para vir com novas promessas”, avisa.

“A população de Chã está unida para lutar pelo que lhes pertence: tanto a cratera para protegê-la - tem sido assim desde de 1915 - como também lutar para o cumprimento dos compromissos assumidos pelo partido no poder. Apelamos para o diálogo, o respeito aos residentes, a transparência na gestão das coisas públicas e o respeito aos compromissos assumidos durante as campanhas eleitorais”, exige Miguel Montrond.

Nicolau Centeio

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