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Comunidade cabo-verdiana e amigos realizam em Lisboa manifestação de apoio aos doentes evacuados 09 Dezembro 2017

Os cabo-verdianos residentes em Portugal e amigos promovem, na segunda-feira, 12, em Lisboa (Portugal), uma manifestação em frente à Embaixada de Cabo Verde, em solidariedade com os doentes evacuados do arquipélago.

Comunidade cabo-verdiana e amigos realizam em Lisboa manifestação de apoio aos doentes evacuados

Os cabo-verdianos residentes em Portugal e amigos promovem, na segunda-feira, 12, em Lisboa (Portugal), uma manifestação em frente à Embaixada de Cabo Verde, em solidariedade com os doentes evacuados do arquipélago.

A iniciativa, segundo noticiou o jornal português Público, é organizada pela “Ubuntu CV – uma missão além-fronteiras”, que se apresenta com um grupo de cabo-verdianos espalhados pelos quatro cantos do mundo, e que organizados através da Internet procuram formas de solucionar as dificuldades com que se deparam os doentes cabo-verdianos.

De acordo com o jornal Público, a manifestação, que vem na sequência do encerramento da pensão residencial que acolhia os evacuados em apreço, terá lugar às 12 horas locais (11:00 de Cabo Verde).

Conforme apurou a Inforpress, nesta situação se encontram 27 doentes e 11 acompanhantes que, segundo declarações da Embaixada de Cabo Verde em Portugal, terão que encontrar uma outra alternativa de alojamento até o dia 15 de Dezembro.

Governo e orçamento para doentes evacuados

O orçamento de Cabo de Verde para os doentes evacuados é de 5 milhões de euros e a subvenção por doente, ao abrigo da promoção social, é de quase 250 euros por mês, e serve para pagar alojamento e alimentação.

Cabo Verde, segundo o ministro da Saúde, deveria evacuar 400 doentes anualmente, mas por razões vários e necessidades de saúde esse número triplicou, sendo que em 2016 havia em Portugal 620 doentes.

Entretanto, o governante anunciou que o Executivo devia analisar já nesta semana a questão da actualização e regularização do subsídio dos doentes evacuados para Portugal, num encontro com a presença do primeiro-ministro, o ministro das Finanças e a tutela da Saúde.

“Cabo Verde, apesar dessas condições, é o único país dos PALOP (Países Africanos de Língua Oficial Portuguesa) que suporta a estadia dos doentes em Portugal. Isso não significa fugir à responsabilidade, mas, pelo contrário, mostra que há interesse, na medida do possível, em trabalhar para melhorar as condições de estadia naquele país”, salientou.

Segundo Arlindo do Rosário, a situação por que passam os doentes transferidos para Portugal se deve a um conjunto de medidas que deveriam ser tomadas há vários anos e não foram, no que se refere ao subsídio que lhes são atribuídos.

“A actualização do subsidio para os evacuados é de 2009 e o número de evacuação, por ano, que deveria ser de 400 ultrapassa em triplo esse número, pelo que o que tem sido feito durante todo esse ano, é a redistribuição de um valor fixo para todos os doentes que estão em Portugal”, afirmou.

O governante explicou ainda que os evacuados recebiam um montante correspondente a 30 dias, mas com o reajusto feito, passaram a receber uma importância relativa a 20 dias, no intuito de que a verba existente pudesse chegar para todos.

Lembrou, por outro lado, que a diária que um doente paga na referida pensão é à volta de 12 euros (1320 escudos cabo-verdianos), adiantando que em Portugal não existe espaço onde se paga essa quantia por uma noite.

Entretanto, ao longo dos anos a pensão foi se degradando sem que houvesse qualquer intervenção, e agora teve de ser encerrada com necessidade de obras para o seu melhoramento. Fonte: Inforpress

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