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Cientistas descobrem a razão para o Facebook ser tão viciante 05 Agosto 2017

Tudo se resume ao desejo e ao prazer. Conheça esta combinação perigosa.

Cientistas descobrem a razão para o Facebook ser tão viciante

Cientistas dizem ter descoberto a razão pela qual o Facebook é tão viciante: sempre que regressamos à rede social sentimo-nos bem, concluiu um grupo de investigação da Universidade de Michigan, EUA. Basta que o utilizador tenha uma breve exposição ao Facebook para que seja acionada automaticamente uma sensação de prazer, o que origina um forte desejo de voltar a visitar a rede social, explica a responsável pelo estudo, Allison Eden professora do departamento de Comunicação da universidade norte-americana.

A combinação destes dois fatores – desejo e prazer – é a razão pela qual é tão difícil resistir às redes sociais. Faça já o teste: A escala que avalia a sua dependência do Facebook O que acontece é que quando as pessoas decidem deixar o Facebook perdem a sensação de prazer. Isto é suficiente para originar um sentimento de culpa, o que resulta numa nova visita à rede social. Os utilizadores começam por se sentir animados outra vez, mas logo de seguida voltam a sentir-se mal.

Qual é a explicação?

Allison Eden explica que a exposição ao Facebook é uma resposta aprendida – como quando as crianças aprendem que um mau comportamento gera atenção (e isto funciona como recompensa) -, e as respostas aprendidas são difíceis de contrariar. “As pessoas estão habituadas a esse sentimento de recompensa quando entram no Facebook. O que mostramos com este estudo é que mesmo algo tão simples como o logótipo da página, ver o mural de um amigo ou fazer scroll no feed de notícias, é o suficiente para esta associação positiva voltar”, referiu a investigadora.

Na fase inicial do estudo, os participantes foram expostos a uma imagem relacionada com o Facebook seguida de um símbolo chinês. De seguida, foi perguntado aos participantes se a imagem chinesa era agradável ou desagradável. Os utilizadores mais frequentes da rede social responderam que a imagem chinesa era agradável com uma maior consistência do que os utilizadores menos frequentes.

Após a conclusão da primeira fase foi pedido aos participantes que respondessem a um questionário, de modo a analisar o grau de dependência da rede social fundada por Mark Zuckerberg. A conclusão foi que, por causa da tentação de voltar a entrar no Facebook, as pessoas lutam contra sentimentos de culpa. Os utilizadores ao tentarem restringir o uso do Facebook, sentem-se mal quando falham e acabam por voltar mais uma vez à rede social. Esta é uma falha no ciclo de autorregulação, segundo explica a responsável pelo estudo.

Qual a solução?

A solução para este problema pode passar pela remoção de itens que nos façam pensar no Facebook, como, por exemplo, o ícone da aplicação no ecrã inicial do telemóvel. “A regulação do acesso aos media, incluído as redes sociais, é onde as pessoas falham mais. Tentam regular o acesso e realmente têm dificuldades em conseguir fazê-lo.” O estudo da Universidade de Michigan deverá ser publicado na revista Cyberpsychology, Behavior and Social Networking.

A personalidade influência o nível de dependência

Um artigo publicado em maio de 2012 no Medical News Today, revelou que as pessoas extrovertidas são mais propensas a ficarem viciadas no Facebook. Por outro lado, as pessoas mais organizadas e ambiciosas têm menos probabilidade de desenvolver este vicio e são mais propensas a utilizar as redes sociais como uma parte integrante do seu trabalho. “Nós também descobrimos que as pessoas com ansiedade e socialmente inseguras usam o Facebook mais do que aquelas que não têm este tipo de características, provavelmente porque aqueles que sofrem de ansiedade acham mais fácil comunicar com alguém através das redes sociais em vez de cara a cara”, referiu a responsável pelo artigo Cecilie Andraessen da Universidade de Bergen, na Noruega. Fonte: Dinheiro Vivo

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