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Cabo Verde será o primeiro país africano a ter o código de turismo 10 Agosto 2017

Cabo Verde será o primeiro país africano a ter o Código do Turismo. O documento é destinado aos turistas, habitantes e operadores do sector e é adequado à realidade do arquipélago. Prevê-se que vai responder os anseios dos intervenientes no sector turístico no país. Com este instrumento, todo o envolvimento neste sector estará devidamente legislado e regulamentado. A informação foi avançada pelo Director-geral do Turismo e Transportes (DGTT), Carlos dos Anjos, durante a sexta mesa de diálogo, realizada no concelho dos Mosteiros, enquadrada no projecto de ecoturismo para a ilha (Fogo, Água, Terra e Ar –FATA). Segundo a mesma fonte, “Não podemos ter um turismo sustentável e inclusivo, se não for devidamente legislado”.

Cabo Verde será o primeiro país africano a ter o código de turismo

Ao asemanaonline, Carlos dos Anjos dá conta que, em princípio do próximo ano, a DGTT estará apta a apresentar o código do turismo para o país. “Toda a legislação turística é sistematizada trabalhada, de acordo com a realidade local. Todo o envolvimento turístico estará regulamentado e legislado e esta é uma das grandes vantagens a ter com o código de turismo”, explica.

Diz o mesmo responsável que após a oficialização deste instrumento, as instituições ligadas ao sector turístico terão a obrigação de agir em conformidade com a legislação. “Queremos ter uma legislação turística moderna que possa defender o desenvolvimento turismo inclusivo e sustentável no arquipélago. Não podemos pensar num turismo sustentável e inclusivo, se não for devidamente legislado”, garante.

“É um instrumento importante porque a nível de legislação turística temos ainda um grande caminho a percorrer e falta legislar muita matéria”, disse.

Desafios do sector turístico

Carlos dos Anjos, aponta como um dos principais desafios no sector a concentração do turismos nas ilhas do Sal e da Boavista. “Queremos quebrar a excessiva concentração nestas duas ilhas. Desenvolveremos o turismo de praia, mas sem se esquecer o eco-turismo, turismo de montanha, cultural e náutico”, afirma.

Mas há outros desafios, nomeadamente a inclusão e a competitividade. “Vamos trabalhar para que este sector possa contribuir, ainda mais para o rendimento dos cidadãos. Estamos a apostar fortemente na capacitação e formação dos nossos recursos humanos”, disse

Plano estratégico do desenvolvimento turístico

O crescimento do sector turístico em Cabo Verde, é assumido pelo Governo como um dos motores de desenvolvimento do país, pelo seu impacto em termos de geração de emprego, de rendimento e de desenvolvimento de uma forma geral, exige um esforço de planeamento de curto e médio prazo, de forma a maximizar os efeitos benéficos do turismo e mitigar os potenciais impactos negativos que possa engendrar

No dia 27 Setembro, Dia Mundial do Turismo, será apresentado o Plano Desenvolvimento Turístico Cabo-verdiano, cujo objectivo principal é desenvolver um turismo inclusivo e sustentável no país. Em finais de Dezembro está agendado a conclusão do Master Plan - a partir daí haverá um plano de implementação para os próximos três anos.

O Plano estratégico do desenvolvimento turístico foi elaborado em consonância com os objectivos do desenvolvimento sustentável das Nações Unidas no horizonte de 2030.

Casas Sociais

Segundo o Director-geral do Turismo e Transportes, vários operadores hoteleiros mostram-se total abertura para construir casas sociais para os seus funcionários directos.

No Sal, a edilidade local e proprietários das unidades hoteleiras vão construir na zona de Fátima, as moradias sociais para o Hotel de Santa Maria. Também na ilha da Boa Vista a praia de Santa Mónica vai albergar as moradias sociais para os empregados hoteleiros.

Tudo na perspectiva de debelar as problemáticas das barracas nas duas ilhas mais turísticas do país.

Nicolau Centeio

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