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Cabo Verde lança projecto sobre mudanças climáticas que vai beneficiar mais de seis mil pessoas 22 Agosto 2017

O Governo de Cabo Verde lançou, esta segunda-feira, 21, um projecto para adaptação da agricultura familiar às mudanças climáticas, que durante quatro anos irá intervir em 10 localidades de quatro ilhas diferentes e beneficiar mais de seis mil pessoas. O acto de lançamento deste projecto contou com a presença do diretor da Divisão para a Área do Centro e Oeste da África, Luyaku Nsimpasi, e do coordenador Regional para o Programa do Ambiente e Clima na FIDA, Amarth Patih.

Cabo Verde lança projecto sobre mudanças climáticas que vai beneficiar mais de seis mil pessoas

O projecto de "Adaptação da Agricultura Familiar às Mudanças Climáticas" será executado pelo Programa de Promoção de Oportunidades Socioeconómicas Rurais (POSER) e visa contribuir para a melhoria das condições de vida da população rural.

A intervenção deste projecto vai abranger 10 localidades/bacias hidrográficas nas ilhas de São Nicolau, Santiago, Fogo e Brava, beneficiando 6.075 pessoas.
“O destaque será dado às mulheres e jovens chefes de família, fazendo também que o país melhore a sua resiliência às mudanças climáticas”.

Na sua intervenção durante a apresentação, o ministro da Agricultura e Ambiente, Gilberto Silva, frisou que o projecto vai "dar um impulso muito grande à produção agropecuária numa base sustentável" no arquipélago.

"Vamos apostar em criação de modelos que permitem vulgarizar e adaptar, gradualmente, a nossa agricultura, para que seja muito mais resiliente. Há que garantir o futuro da agricultura numa base sustentável", perspetivou o ministro.

O governante lembrou ainda, que Cabo Verde é um pequeno estado insular saheliano, pelo que tem de tomar medidas estratégicas fortes e incisivas para adaptação da agricultura às mudanças climáticas.

Segundo Gilberto Silva, o projeto vai intervir na gestão da água, conservação dos solos, utilização de técnicas e organização que permitam a exploração muito mais durável desses recursos naturais.

Com isso, espera contribuir para o aumento da produtividade e rentabilidade das famílias, assegurando desse modo a sua segurança alimentar, aumento do rendimento, redução da pobreza e crescimento económico do país.

C/Lusa

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