OPINIÃO

A SEMANA : Primeiro di?rio caboverdiano em linha

CORRUPÇÃO INSTITUCIONAL 27 Janeiro 2018

Temos que ser capazes de ultrapassar essa barreira de impunidade e fazer com que as leis sejam acatadas por todos, ao mesmo nível. Há que mudar mentalidades no sentido de se entender que os representantes políticos foram eleitos para servir as populações. A competência a solidariedade e o espírito de cooperação precisam ser assimiladas de forma a passarem a ser os valores essenciais desta nossa sociedade. Os bons exemplos devem começar nas tutelas institucionais.
Por: Carlos Fortes Lopes, M.A.}
(A Voz do Povo Sofredor )

CORRUPÇÃO INSTITUCIONAL

Existe uma brecha gritante na definição de corrupção no nosso país, Cabo Verde. Temos vindo a verificar que, na realidade, a corrupção neste país já é sistemática. Aliás, os políticos estão abusando da conivência judicial e da passividade das populações.

Convém mudar de rumo e substituir a influência política do dinheiro por Nós, o povo. Para que a mudança seja produtiva, teremos que unir e instruir as nossas comunidades para que passem a exigir mais dos legisladores e que esses servidores públicos passem a respeitar os eleitores. Chegou a hora de relembrar aos políticos que nenhum dinheiro é exclusividade político-partidário, mas sim da população de Cabo Verde.

Cada centavo que entrar para os cofres deste Estado terá que ser usado criteriosamente para o benefício de todos.

A democracia só funciona quando os cidadãos assumem a responsabilidade pela saúde dela. A nossa democracia está doente, e é tarefa de todos nós cumprir o nosso dever cívico de exigir mais de nós mesmos. Os cidadãos que aderirem a esta luta contra a corrupção institucional serão recompensados. Os prevaricadores, aqueles que usufruem da coisa pública para benefícios pessoais e familiares terão que ser punidos. Já chegou a hora da revisão constitucional e eliminação da imunidade política, de todos. Todos somos cidadãos deste país e não podemos continuar a ter uma sociedade de privilegiados e outra de sofredores.

Temos que ser capazes de ultrapassar essa barreira de impunidade e fazer com que as leis sejam acatadas por todos, ao mesmo nível. Há que mudar mentalidades no sentido de se entender que os representantes políticos foram eleitos para servir as populações. A competência a solidariedade e o espírito de cooperação precisam ser assimiladas de forma a passarem a ser os valores essenciais desta nossa sociedade. Os bons exemplos devem começar nas tutelas institucionais.

Temos que fazer de tudo para eliminarmos a desobediência e a anarquia nas instituições públicas nacionais.

Não podemos continuar a produzir tantos políticos ricos num país que vive de esmolas.

É inconcebível que a maioria dos políticos se tornem ricos em tão pouco tempo. Muitos nem tinham onde cair morto e depois de apenas um mandato ou dois começam a exibir riquezas absurdas, de cujo a habitar em palacetes e a andar em carros de alta gama, enquanto o povo continua a sobreviver ás mínguas e a sofrer, com fome, sem água, electricidade, saneamento e habitação condignas.

Sou de opinião que chegou a hora do Ministério Público investigar todos os governantes e representantes das instituições públicas. O Tribunal de Contas precisa ser mais determinado em aplicar sanções duras a todos quantos desrespeitam a Lei em vigor.

Só assim haverá ordem e justiça para todos. Todos vemos e sabemos que existe alguns governantes que num período curto do exercício das suas funções de eleitos passam a ostentar muita riqueza duvidosa. Esses precisam ser investigados seriamente e com profissionalismo. Há que analisar todas as suas riquezas e pedir justificação da origem dessas riqueza instantâneas. O Tribunal de Contas e o Ministério Público precisam unir e pedir ajudas aos governos de Portugal e dos Estados Unidos para identificarem alguns que colocam o dinheiro nas instituições bancárias estrangeiras.

Esta batalha é renhida mas o Povo Sofredor acredita que é possível a contenção da corrupção institucional neste país.

O jornalista dramaturgo Irlandês, George Bernard Shaw, uma vez disse: “é impossível progredir sem mudanças, e aqueles que não mudam suas mentes não podem mudar nada”.

Com isso quero aqui deixar a minha opinião que a população cabo-verdiana precisa unir e exigir a mudança de mentalidade dos nossos representantes político-institucionais.

Se unirmos venceremos a batalha e poremos cobro a essas corrupções institucionais.
Se for necessário continuaremos manifestando nas ruas, até as instituições passarem a funcionar para o bem da nação e das populações.

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