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Brava: Autarquia apresenta plano de emergência avaliado em 40 mil contos para driblar o mau ano agrícola 11 Novembro 2017

A autarquia da Brava já tem pronto o programa de emergência para mitigar os efeitos do mau ano agrícola na ilha, estando o mesmo orçado em 40 mil contos.

Brava: Autarquia apresenta plano de emergência avaliado em 40 mil contos para driblar o mau ano agrícola

A informação foi avançada hoje à Inforpress pelo presidente da Câmara em exercício, Francisco Walter Tavares, indica que para o efeito a autarquia trabalhou em conjunto com o Ministério da Agricultura e Ambiente (MAA), através da Delegação local. Revela que os projectos incidem prioritariamente no salvamento do gado e gestão dos recursos hídricos.

Para Walter Tavares, o plano de emergência da Câmara Municipal da Brava possui também uma outra vertente que estará virada para a criação de algum emprego público.“Pretendemos com esta filosofia minimizar o impacto da falta de produtos para venda por parte das famílias que dependem grandemente da criação de gado, e também da agricultura de sequeiro”, realçou o autarca.

Conforme indicou, o plano já foi submetido ao Ministério da Agricultura e Ambiente e as partes envolvidas aguardam agora por acções concretas, sublinhando que de momento está-se numa fase de análise dos projectos de cada um dos municípios, para que posteriormente possam ser distribuídas as verbas existentes mediante assinatura de contratos-programa.

Walter Tavares explicou ainda à Inforpress que, contrariamente aos anos anteriores, em que mesmo face à situação de pouca chuva, a ilha Brava conseguia mesmo assim ter alguma percentagem em termos de produção diferenciada em relação às outras ilhas, face ao seu clima ameno, “este ano a pouca pluviosidade registada não permitiu esta sorte”.

O autarca foi peremptório ao afirmar que a perda foi acentuada, praticamente rondando os 100 por cento. ”Vai se salvar pouca coisa, sequer chegará aos 15 por cento da produção agrícola de sequeiro num ano normal”, frisou Walter Tavares, indicando que em algumas localidades os camponeses conseguiram “muito pontualmente” arrecadar quantidades irrisórias para o consumo familiar, em termos de milho e feijões.

Referindo-se ao pasto para os animais, o substituto do Edil Orlando Balla precisou que, segundo informações recolhidas junto dos camponeses e criadores, alguns esperam conseguir resgatar alguma coisa, mas muito reduzida e que nunca irá satisfazer as necessidades nos próximos dois meses.

Entretanto, o autarca entende que tem havido um certo exagero por parte de algumas pessoas quando fazem pressão, reclamando por uma maior rapidez do Governo na execução do plano de emergência.

Walter Tavares considera que existe algum aproveitamento desta situação do mau ano agrícola, porquanto, sublinhou, só em Outubro é que se avaliou a real situação, e as medidas já estão sendo gizadas.

Lembrou ainda que a autarquia já tinha vivenciado uma situação com efeitos do mau ano agrícola de 2014, e que nesse ano os impactos da procura de apoio por parte tanto dos agricultores como dos criadores do gado junto da Câmara Municipal só veio a se sentir a partir de Fevereiro/Março do ano seguinte (2015), e agora está-se ainda no início de Novembro.

“Não creio que é em apenas um mês é que os animais começam a morrer como em 2015, devido ao efeito da seca de 2014”, disse, sublinhando, que se os planos de emergência começarem a serem implementados em Janeiro o município terá uma situação minimizada e muito melhor do que a vivenciada em 2015 pela falta de chuva de 2014, refere a fonte que vimos citando.

Face à situação actual, o Governo já aprovou. no entanto, um programa de emergência através do qual se propõe mitigar os efeitos do mau ano agrícola que ensombra o País, estando o mesmo avaliado em 880 mil contos.

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