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Brasil extradita colono israelita que matou taxista palestino em 2004 10 Agosto 2017

O Supremo Tribunal do Brasil (STF) aceitou, esta terça-feira, o pedido de Israel para extraditar o cidadão germano-israelita Yehoshua Elizur (foto), acusado da morte de um taxista palestino em 2004.

Brasil extradita colono israelita que matou taxista palestino em 2004

O Tribunal de Tel-Aviv tinha em 2005 condenado a 20 anos de prisão o homicida do taxista Sael Jabara al-Shatiya. Enquanto aguardava julgamento, Elizur fugiu do país com um passaporte em nome de Joahnnes Angelist Wimmer.

Foi lançado um alerta internacional, mas só ao fim de uma década, o cidadão com dupla nacionalidade — que emigrara em 2002 da Alemanha para Israel, onde obtivera terras para construir casa e cultivar — foi localizado no Brasil onde teria entrado em 2005. Elizur acabou por ser detido em São Paulo em julho de 2015.

No julgamento, o STF desmontou a tese relativa à in-competência de Israel para julgar o crime. A defesa invocava o Tratado de Oslo, que dividiu as áreas controladas pelo governo de Israel e pela Autoridade Palestina de forma não definitiva.

Execução sem motivo aparente

De acordo com o processo, Elizur armado com uma espingarda obrigou a vítima a parar o veículo que transitava por uma estrada próxima ao assentamento palestino de Eloh Moreh. Dadas as más condições da estrada, o taxista não conseguiu parar de imediato, segundo testemunhas no local. Tanto bastou para o colono disparar a matar.

"Sendo um civil, Elizur não detinha qualquer autoridade legal para tanto e executou o motorista sem qualquer motivo aparente", informou o STF.

Fontes: Agência Brasil, Globo. Foto de The Times of Israel.

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