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Bonga sobre eleições em Angola: “Seria óptimo os opositores darem voz ao seus projetos” 23 Agosto 2017

O cantor angolano entrevistado em Lisboa, em dia de eleições gerais em Angola, exprime o seu sentimento de que estas eleições vão continuar a ser o “vira o disco e toca ao mesmo”. Mas tem a esperança de que não vá ser a "maioria absoluta ridícula dos últimos anos" para que "os opositores possam dar voz ao seus projetos. Isso já seria óptimo".

Bonga sobre eleições em Angola: “Seria óptimo os opositores darem voz ao seus projetos”

"Quero democracia para os meus patrícios”, disse Bonga esta quarta-feira aos microfones da Rádio Renascença. Confessou que por trás deste "seu maior desejo" está o facto de que vive em democracia, logo, quer o mesmo para os seus patrícios angolanos.

Prevê todavia que o partido no poder vai continuar a pôr em segundo plano as necessidades da população que são a casa, o pão, habitação, saúde. E antevê que o partido de novo vencedor vai continuar a priorizar "os grandes prédios, os grandes carros, o relógio de 500 mil dólares".

O popular cantor, radicado há mais de cinquenta anos em Portugal, não esqueceu de deixar um testemunho emocionado sobre o que deve à sua cultura angolana e lamentou esta "juventude que não teve o privilégio de viver nada disso".

Por isso, agradece "aos mais velhos, grandes conhecedores da nossa sociocultura, o privilégio que (lh)e deram ao ensinar-(lhe) a cultura angolana, a música, os seus instrumentos tradicionais…"

E num cenário inevitável, só espera que não seja “aquela maioria absoluta ridícula dos últimos anos” e que "os opositores possam dar voz ao seus projetos. Isso já seria óptimo".

Fonte: Rádio Renascença. Foto de arquivo ’A Semana’

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