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A SEMANA : Primeiro di?rio caboverdiano em linha

Bana: A altura da Morna 22 Junho 2013

Alto, braços longos e mãos fortes, Bana é uma fonte inesgotável de emoção em palco. Cantando Cabo Verde como ninguém, o pranto e o canto moram juntos na sua voz de saudade, kretcheu e morabeza. Bana junta mares e céus da sua terra aos Rios Tejos de um mundo crioulo e diasporizado que é uma Morna. Nascido Adriano Gonçalves a 5 de Março de 1932, na cidade do Mindelo, há 70 anos este cabo-verdiano oriundo de uma família simples extasia-nos com o seu estilo único e inimitável de interpretar a morna, género-mor da música cabo-verdiana, abençoado ainda por um timbre vocal raro. Há dias Cabo Verde temeu o pior quando soube que Bana estava internado no Hospital Santa Maria. O país clamou aos céus pela saúde do Rei da Morna, também um exímio cantor de coladeiras. Deus terá escutado as preces. Operado a uma colecistite (infeção da parede da vesícula), Bana também carrega agora no seu coração um pacemaker, pequeno aparelho que regula os seus batimentos cardíacos. A nação cabo-verdiana agradece a nova vida deste grande senhor da música cabo-verdiana. O Rei está vivo! Viva o Rei!

Bana: A altura da Morna

É uma força da natureza, um talento inato elogiado em centenas de páginas. Já em 1979, o crítico português Cafaz de Matos, do extinto Diário Popular, escrevia: “Bana alia simplicidade e talento a uma notória subtileza artística, o que faz dele um cantor que jamais desejou afastar-se das suas mais profundas raízes (culturais) africanas”. No torrão natal ou no estrangeiro, Bana é ainda hoje a encarnação perfeita da paixão com que é obrigatório cantar a morna. Os versos que canta, sempre de lenço branco na mão, que de vez em quando leva ao rosto para limpar gotículas de suor que insistem em se formar, soam sempre a histórias vividas e sentidas. Uma autenticidade que faz irromper uma empatia quase imediata e duradoira com o público, seja ele qual for.

A B. Leza do canto

Seja qual for o género musical, inquestionável é o seu talento artístico. “Nasceu com ele, não é coisa que se aprenda”, afirma Rui Machado. E o de Bana aflorou já na infância. Ciente disso, B. Leza chamou-o para perto de si, ensinando-lhe a interpretar as suas compisções, tal como a Titina Rodrigues. Bana aprendeu tão bem as lições que impregnou o canto de B.Leza – Eclipse, Lua Nha Testemunha, Ondas Sagradas do Tejo e tantos outros.

Bana, observa ainda o autor de “Música Migrante em Lisboa – Trajectos e Práticas de Músicos Cabo-Verdianos”, presenteia as composições que interpreta com uma “dimensão estética” única, além de emprestar-lhes uma “carga nostálgica tipicamente cabo-verdiana, na linha do grande B. Léza”.

Carlos Gonçalves, jornalista, diz mesmo no seu livro “Kab Verd Band” que “Bana moldou o seu estilo a partir do modo como o mestre lhe ensinava a cantar as suas mornas”. Mas B. Leza, acrescenta o autor, não era bom cantor. “B. Leza, segundo me contou o meu tio António Aurélio Gonçalves, tinha um jeito peculiar de cantar, ou melhor, não cantava muito bem. Não há nenhum escândalo nisso, porque ser um bom músico ou compositor não implica ser necessariamente bom cantor”.

No início da sua carreira, no tempo das gravações na Rádio Barlavento e espectáculos no Eden Park e depois nos primeiros discos (1966-1968), Bana cantava de um modo muito similar ao do seu mestre, o que “não agradava a muito gente”, afirma Carlos Gonçalves. Mas o cantor não se colou toda a carreira ao estilo de B. Leza. “Aperfeiçoou o seu estilo de interpretação. É este sem dúvida o seu mérito: o de ter criado uma forma pessoalíssima de interpretação e de comunicação que, sem dúvida, é a chave da sua popularidade”. Nos anos 60 e 70 era obrigatório ter pelo menos um álbum do Bana, que se ouvia sempre que a saudade apertava.

É que a morna, disse Bana um dia em entrevista ao jornal Expresso, de Portugal, “é a nossa canção de peito. Tem de ser cantada com sentimento, quase a chorar. Reflecte cada momento da vivência, a saudade, o desgosto, a paixão, o mal de amor. Passa-se qualquer coisa na nossa vida e lembramo-nos logo de compor uma morna”. Mas não basta saber compor. “Bana canta com muito sentimento. Há canções que ele gravou e que outros também gravaram mas a diferença é abismal. Naturalmente, assim como apareceu o Ildo Lobo, aparecerão outras grandes vozes no futuro. Mas ele é e será sempre o ‘rei da morna’”, considera Rui Machado.

César Monteiro entende que, além de uma “voz firme, potente, grave, mas não menos melodiosa, e com um timbre peculiar e ritmado”, Bana é “inimitável na forma como divide e pronuncia as palavras das letras, por efeito de arrastamento ou prolongamento do tempo de duração da respectiva nota musical”. “Privilegiando a técnica da silabação que só ele consegue fazer e ninguém mais, Bana trabalha a palavra, mastiga-a e, assim, toca profundamente a alma da caboverdianidade, sem, todavia, alterar a estrutura melódica, rítmica e harmónica da composição”.

Artista solitário e incompreendido

Lisboa, capital de Portugal onde Bana actuou pela primeira vez em 1969 numa festa de Reveillon da comissão instaladora da Casa de Cabo Verde, tornar-se-ia o seu “castelo” e Rui Machado um fiel seguidor e amigo. “Levava-o para os ensaios no meu minúsculo ‘Mini’. O Bana ficava todo retorcido para caber no banco da frente. Atrás iam o Fernando Quejas, o Marino Silva e a Arminda Sousa. Por vezes tinha de fazer mais de uma viagem”, recorda Machado.

Num desses percursos, viveram um episódio que poderia ter-lhes sido fatal. “Quando íamos a atravessar a Avenida da Liberdade, vindos da Praça da Alegria, o sinal mudou para verde e eu avancei. De repente o Bana gritou ‘scelerá’ e eu carreguei no acelerador sem saber porquê. Percebi logo a seguir a razão ao ver passar pelo retrovisor um carro que vinha a descer a avenida a uma grande velocidade e não respeitara o sinal vermelho. Se não tivesse avançado para o meio da avenida tínhamos sido apanhados pelo carro, um automóvel de grande cilindrada que teria desfeito o mini”. E Cabo Verde teria perdido o Bana, o pioneiro na internacionalização da Morna, o primeiro grande embaixador da nossa música, muito antes de Cesária.

Mas Bana nunca chegaria à consagração mundial que a “diva dos pés descalços” alcançaria 30 anos mais tarde. Para César Monteiro, “Bana e Cesária são duas figuras com perfis musicais e estilos interpretativos diferentes, que não se confundem”. E tratando-se de duas personalidades musicais diferentes, “é natural que, separadamente, tenham construído o seu próprio percurso, à luz do contexto relativamente diferenciado e mais ou menos favorável em que cada um se inseriu. Cada um deles ocupa um espaço musical próprio e ambos complementam-se”.

Já Rui Machado pensa que talvez Bana tenha aparecido “cedo demais, numa altura em que o mercado internacional ainda não estava tão receptivo à nossa música. Ou então faltou o marketing, tão importante nos dias de hoje”, especula Rui Machado. Terá faltado a Bana um Djô da Silva, o homem que franqueou as portas do mundo à desconhecida Cize nos anos 90 do século passado? “Talvez”, diz Rui Machado pouco convencido. Porque Bana, diz o amigo de longa data, “é um rebelde, ´un enfant terrible´. Não sei se se adaptaria a trabalhar com um manager. Ele sabe perfeitamente que os managers investem muito, mas ficam normalmente com a parte do leão”, declara Rui Machado.

César Monteiro corrobora a ideia: “As relações de Bana com empresários nunca foram boas. O cantor teve apenas dois empresários portugueses em momentos diferentes, depois abandonou-os, pois preferia trabalhar sozinho, por conta própria e sem se sujeitar à exploração de quem quer que seja”. Para o sociólogo, nem mesmo Djô da Silva teria impedido a “derrapagem financeira” e posterior falência de Bana. “As relações entre ambos não são boas, tanto quanto sei. Além disso, Bana é avesso a managers musicais, quiçá por algum conservadorismo, e sempre preferiu gerir e controlar directamente os seus negócios ligados à música, numa espécie de promiscuidade entre a actividade interpretativa e a mediação”.

Mas apesar de ser um artista independente, Bana não raras vezes era “obrigado” a refrear o seu temperamento indomável. Quando Cabo Verde era ainda colónia portuguesa, Bana cantou em Angola. Mas na terra natal levantou-se um coro de contestação, acusando o cantor de ser simpatizante do Estado Novo e de ter ido a Angola cantar para as tropas portuguesas. “Foi uma injustiça. Um artista, por razões económicas, nem sempre pode recusar as ofertas que lhe aparecem. E a verdade é que ele continua a ser muito apreciado em Angola. Ainda há pouco tempo foi convidado a ir lá fazer um série de concertos, mas o seu estado de saúde não o permitiu”, alega Rui Machado.

A voz de Cabo Verde

O retrato fiel do cantor é outro, garante o amigo Machado: “Além de um grande artista é solidário com os colegas de profissão. Ajudou muitos artistas que, sem ele, provavelmente, ainda hoje seriam desconhecidos fora das fronteiras de Cabo Verde. Foi pela sua mão que a Cesária se deslocou pela primeira vez a Portugal. Pena é que o imenso talento da Cize não tenha sido descoberto nessa altura”. Além de Cize, que só nos anos 90 do século passado seria aclamada, primeiro em França e depois no resto do mundo, Bana levou para Lisboa muitos jovens talentos que despontavam na cena musical de São Vicente. Leonel Almeida, Fantcha, Tito e Toi Paris, Paulino e Toi Vieira são alguns dos artistas que Bana apadrinhou. O “quartel-general” a partir de onde o cantor lançava as novas estrelas da música cabo-verdiana era o seu “Monte Cara”, restaurante-dancing que abriu em 1974, na Rua do Sol ao Rato, zona histórica de Lisboa. Nessa altura, Bana era já “A Voz” de Cabo Verde, ultrapassando as fronteiras da nação global cabo-verdiana.

O cantor atribui o sucesso e a longevidade da sua carreira musical ao facto de sempre ter levado uma “vida regrada” – sem álcool e nenhum tabaco. Quem teve a sorte de escutar Bana cantar “ao vivo” pelo menos uma vez, sabe no entanto que o êxito do “menino de B. Leza” se deve a algo mais do que uma existência sem excessos. Bem-humorado, brincalhão, tranquilo, comunicativo, Bana consegue sempre travar empatia com o público. Isso deve-se aos seus “elevados níveis de auto-estima e auto-domínio e ao respeito que nutre pelos seus fãs”, descreve César Monteiro.

O investigador musical que conviveu de perto com Bana entre 2005 e 2009, considera ainda que Bana é um cantor “extremamente exigente” até mesmo nos ensaios. “Bana admira Paulino Vieira”: “é como ele, rigorosíssimo nos ensaios. Quando estava no palco com Paulino ficava ´contente e descansado´, pois ´estava montado num bom cavalo´. Se o grupo de acompanhamento lhe dá certeza e segurança, vai ao palco descansado e brinca com o espectáculo. Se o grupo de acompanhamento não lhe dá segurança, Bana nunca entra em cena, porque tem à sua frente um público que vai olhá-lo e observá-lo e merece todo o respeito. É que Bana tem a consciência da sua dimensão artística e do valor que lhe é reconhecido pela sociedade cabo-verdiana”.

A sua colecção de condecorações fala por si. A última – a Medalha do Dragoeiro – foi-lhe atribuída pelo presidente da República Jorge Carlos Fonseca, em Junho de 2012. Bana não é contudo uma figura consensual, chega a ser controverso. Aliás, como outras grandes figuras da História. “O cantor construiu e moldou a sua personalidade e o seu caráter num contexto de luta pela sobrevivência, o que explica, à partida, laivos de autoritarismo que enformam a sua estrutura de personalidade, o seu carácter forte e as relações de conflito mantidas com alguns músicos que o acompanharam ao longo de várias décadas da sua carreira profissional sinuosa”, analisa César Monteiro. Do domínio público são conhecidos, por exemplo, os conflitos entre Bana e os demais elementos fundadores do mítico Voz de Cabo Verde.

Nada que abale o estatuto de ícone da cultura cabo-verdiana. “Bana contribuiu para a divulgação e dignificação da morna e da coladeira em vários países do mundo, antes que a própria Cesária o tivesse feito, particularmente nas comunidades diaspóricas, o que não teria sido possível não fosse o contributo não menos valioso de excelentes compositores nacionais, como Manel d´Novas, Ano Nobu, Morgadinho, Paulino Vieira, Nelson Fernandes, Luís Lima, Pedro Rodrigues, Toi Vieira, e grandes intérpretes musicais, entre eles Luís Morais, Paulino Vieira, Bebeto, Vaiss”.

Internado há 15 dias no Hospital de Santa Maria por causa de uma colecistite aguda litiásica, Bana foi operado à vesícula. O seu grande coração agora bate com a ajuda de um pacemaker. No último fim de semana, Helena Lopes da Silva, a médica que o vem acompanhando, abriu-lhe as portas de saída do hospital, mas Bana não pode regressar à sua casa. É que aos 80 anos precisa de cuidados permanentes devido à deficiência renal que o obriga a fazer hemodiálise três vezes por semana.

Esta não é a primeira vez que Bana põe os cabo-verdianos com o credo na boca. Em 2008 também todos tememos pela sua vida. Mas Bana está tranquilo, continua a encarar a morte como uma passagem. Foi isso que disse há dois anos numa entrevista a César Monteiro. “Estou mentalmente preparado para morrer a qualquer momento. Se morresse agora, morreria consciente daquilo que eu já fiz a favor da música cabo-verdiana. Não tenho medo da morte”, disse Bana na altura, deitado no leito da sua casa que fica na Estrada de Benfica.

Voz cansada e (entre)cortada por problemas de memória, o cantor revelava no entanto alguma mágoa. “Não me lembro de ter feito maldade às pessoas, por rancor. Sempre fiz favores às pessoas. Os músicos que ajudei outrora hoje não se solidarizam comigo, agora que preciso de apoio”. A ajuda tão desejada chegaria do Estado de Cabo Verde, que lhe atribuiu uma reforma.

Na altura, a pedido do investigador musical, um emocionado Bana falava assim aos conterrâneos espalhados pelo mundo. “Aos meus admiradores e àqueles que gostam de me ouvir cantar, deixo um abraço com toda a sinceridade. Tenho vontade de cantar mas não posso. A minha carreira musical chegou ao fim. Estou doente, todos nós adoecemos e todos nós morremos”. É o caso natural da vida, sim. Mas Bana, dizem os amigos, “é um gato de sete vidas”.

O rei da morna

Rui Machado, amigo do cantor há mais de 40 anos, recorda que quando saiu da ilha de São Vicente para estudar em Coimbra, em 1959, já se falava de Adriano Gonçalves. O cantor animava as serenatas e tocatinas da cidade do Mindelo cantando mornas do B. Léza. Cantava tão bem que logo começaram a compará-lo à célebre Salibana, imortalizada nos versos da canção “Mindelo”, de Jotamont. Do nome da cantadeira nasceu então a carinhosa alcunha Bana, que “não era aceite em muitos dos palcos elitistas do Mindelo por andar descalço”, conta Rui Machado. Bana não usava sapatos, tal como os seus colegas de profissão – os catraeiros do Porto Grande do Mindelo. O magro salário não chegava para tanto. Não era esse contudo o único obstáculo. “Mesmo que quisesse comprar, não havia sapatos onde coubessem os enormes pés de Bana, proporcionais à sua elevada estatura”, afirma Machado. Descalço, o cantor era preterido nos espaços mais sofisticados onde talentos emergentes como Titina, Djosinha, Amândio Cabral, Mité Costa, Lena Ferro e outros tinham entrada franca”.

Em 1961, o Teatro dos Estudantes da Universidade de Coimbra participou em São Vicente nas comemorações de V Centenário do Achamento de Cabo Verde. Do elenco fazia parte um colega dos bancos da universidade de Rui Machado. “Após o seu regresso a Portugal, onde eu ficara, Rafael falava do Bana com um entusiamo inexcedível. A coisa complicou-se quando o grupo de estudantes foi convidado para uma festa no ´Grémio´, associação elitista do Mindelo. Quiseram à força levar o Bana, mas cedo se aperceberam que ele nunca lá entrara por ser um ´pé descalço´. O próprio Bana sentia-se constrangido com a situação e arranjou todas as desculpas para não ir”, relembra o investigador musical cabo-verdiano.

O grupo de estudantes estava entretanto tão decidido que o relutante Bana acabou por entrar nesse mundo selecto, onde cantou e encantou. Aníbal Lopes da Silva, famoso dentista de S. Vicente, era um dos grandes admiradores do talento de Bana. Terá sido ele que enquanto médico do Exército português, “safou” o cantor do serviço militar obrigatório. “O falecido doutor Aníbal Lopes da Silva considerou-o inapto apesar dos seus quase dois metros de altura, num justo tributo à voz incomparável que gravou várias vezes nos estúdios da então Rádio Barlavento de que era director”, diz César Monteiro, sociólogo, investigador e professor de Sociologia da Música na Universidade de Cabo Verde.

Com ou sem sapatos, o cantor conquistava cada vez mais fãs nas ilhas e fora delas. No início dos anos 60, Bana é convidado para uma actuação em Dakar (Senegal). Antes de viajar, encomendou uns sapatos por medida.“Conta-se que o sapateiro, um dos irmãos Pereira, aceitou fazer os sapatos gratuitamente desde que pudesse expô-los durante algum tempo na montra do seu estabelecimento. Os sapatos estiveram, com efeito, em exposição até à altura do embarque e o povo do Mindelo acorria em grande número para admirar as dimensões do calçado”, conta Rui Machado. Nascia então a expressão “Bô tem pê moda Bana”, usada ainda hoje para dizer que alguém tem os pés grandes.

A estada em Dacar, que deveria ser breve, acabaria por ser uma longa temporada. A fama de Bana, que durante o dia trabalhava numa fábrica de café, galgava sucessivas barreiras e chegava aos palcos importantes de Dakar, a rádio pública do Senegal tornou-se a sua casa. Da terra de Senghor, Bana seguiu para a Holanda, onde com outros emigrantes cabo-verdianos – Frank Cavaquinho, Luís Morais, Morgadinho, João da Lomba e Toi de Bibia – formou em 1966 o Voz de Cabo Verde, o primeiro conjunto de cabo-verdianos a usar instrumentos musicais electrónicos. Paralelamente, Bana investia numa carreira a solo. O ’Nha Terra’ foi o primeiro dos mais de cinquenta discos (EPs e LPs) seguiu-se Bana a Paris. Depois Cidália. A cada disco a certeza de que era o “Rei da Morna”, aliás muito bem aceite pelo próprio. “Sou o Bana e sou cantor de mornas. As coladeiras também me dão algum prazer, mas a música que me sai da alma é a morna”, respondia vezes sem conta à pergunta que todos insistiam em fazer: “O que prefere cantar, mornas ou coladeiras?”.

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