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Assinei a Petição Pública para a retirada dos manuais com erro 06 Outubro 2017

Assinei a Petição Pública para a retirada dos manuais com erro

Começo por dizer que discordo do aproveitamento (em parte politiqueiro, em parte de promoção das vaidades individuais) que está em curso.

O pedido para a retirada dum manual com erro deveria basear-se na questão científico-pedagógica.

O raciocínio válido deve ser este e apenas: Há erros de tal ordem e em tal monta que podem perturbar o trabalho em sala de aula e em casa.
Não havendo condições para serem distribuídos tal como estão, poder-se-ia ter sanado o problema com o envolvimento dos professores.

O desejável seria que o pedido para ajudar a solucionar o problema fosse ab initio, mas não tendo sido assim, podia ser a meio percurso. É claro que haveria quem, e com razão, protestasse por ter sido chamado para “limpar o que outros sujaram”, mas acredito que muitos arregaçariam as mangas para trabalhar em prol da educação – o ano tem de começar bem para desenvolver-se bem até à meta.

Essa deveria ter sido a postura da Direção Nacional de Educação. Porque não o fez? Posso deduzir que foi sob pressão – aliada a duas más companheiras que são a vaidade e a inexperiência não-assumida — que os decisores acabaram por seguir o caminho que se revelaria depois o pior.

Deduzo que perante a expectativa —criada pelo ME e que teve o feedback da comunidade educativa nacional, formada por pais/encarregados de educação, alunos e professores — de abertura do ano letivo com novos manuais, a DNE decidiu seguir um critério problemático: “entregar novos manuais e depois logo se vê, ainda estamos em setembro temos tempo até o final do ano”.

A ideia de que uma errata pode resolver os problemas é falaciosa, temos uma sociedade pouco desenvolvida em termos de literacia (a nível de competências de leitura, matemática (aliás, simples aritmética). Basta ler a própria petição para se constatar tal facto. Já não digo nada dos comentários dos peticionários.

O envolvimento dos professores é urgente no processo, neste caso da retirada dos manuais, para solucionar o problema, corrigindo o que tem de ser corrigido.

Foto: As pessoas estão a clamar contra a "criolização" (sic, assim se expressam). Mas só este título (na lombada do livro) tem pelos menos três tipos de erros — que só os técnicos competentes são capazes de corrigir.

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