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Argentina: Familiares dos tripulantes do submarino desaparecido recusam luto nacional 03 Dezembro 2017

Familiares dos 44 tripulantes do submarino argentino ARA San Juan, desaparecido há 17 dias, recusaram este sábado, 02, a ideia que se declare "luto nacional" e suplicaram às autoridades que retomem as operações de resgate.

Argentina: Familiares dos tripulantes do submarino desaparecido recusam luto nacional

Depois de terem sido informados oficialmente sobre as últimas novidades em relação às buscas pelo submarino, os familiares saíram da base naval da cidade Mar del Plata ( 400 quilómetros a sul de Buenos Aires) para falar com a imprensa e expressaram a sua angústia pela situação que estão a viver.

"Não aceitamos o luto", disse um dos familiares depois de a imprensa local ter informado, horas antes, que o Governo do presidente Mauricio Macri planeava declarar "luto nacional" a partir deste domingo pelos tripulantes do submarino da Marinha argentina desaparecido desde 15 de Novembro.

Os familiares expressam a sua rejeição pela decisão adoptada pela Marinha em dar por finalizadas as operações de buscas, com vista a um eventual resgate dos tripulantes para passar só a uma fase de busca do submarino, medida fundamentada, entre outras coisas, com que o tempo decorrido entre as condições extremas não é "compatível com a vida humana".

"Não podem declarar luto. Só Deus pode saber se eles estão vivos ou mortos. Temos fé de que eles estão bem. Por favor, que o senhor presidente diga que seguirá com as buscas e não deixem de procurá-los”. Entre lágrimas, suplicou a mãe de um dos tripulantes.

"Sepultaram-nos vivos", assegurou Carmen, irmã de Cristian Ibañez, outro dos membros da tripulação do ARA San Juan.

Marcela Moyano, mulher de Hernán Rodriguez, o maquinista do submarino, disse que os familiares estão "todos unidos", não perdem a fé e querem que o "presidente Macri esteja presente" na base e lhes dê "uma solução".

Recorde-se que com 44 tripulantes a bordo, o submersível informou sobre a sua localização e comunicou, pela última vez, com a sua base no Mar da Prata, há duas semanas, e, segundo a investigação, poucas horas depois houve uma "explosão", que até agora não se confirmou se ocorreu no submarino. Fonte: Mundo ao Minuto

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