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Arábia Saudita: Fim de semana movimentado com míssil iemenita, purga anti-corrupção e demissão do primeiro-ministro do Líbano "ameaçado pelo Irão" 07 Novembro 2017

O mínimo que se pode dizer é que o fim de semana transato no reino da Arábia Saudita foi pródigo em factos — autênticos ou fabricados. Um, o míssil que, segundo a televisão oficial saudita, foi interceptado, na noite de sábado 04, a noroeste da capital, pelos anti-mísseis do ‘King Khalid International Airport’. Outro, a purga levada a cabo pelo príncipe herdeiro que está a ser um tsunami para certos interesses como os do Grupo Al-Whalid. Outro ainda, o anúncio pelo primeiro-ministro do Líbano, estando em Riade, de que se demitia por temer ser assassinado a mando do Irão.

Arábia Saudita: Fim de semana movimentado com míssil iemenita, purga anti-corrupção e demissão do primeiro-ministro do Líbano

Foi também em Riade, no sábado, que Saad Hariri anunciou que se demitia da presidência do governo libanês, porque o Hezbollah e o seu aliado Irão dominam o Líbano e ele teme pela própria vida.

A demissão ao fim dum ano de mandato surpreendeu todos, não só por ter sido anunciada dum país estrangeiro, mas também pelas justificações que Hariri apresentou.

Num ataque verbal inesperado contra o Irão, Hariri afirmou: “Onde está o Irão, há divisão e destruição. A prova está aí, na sua ingerência nos países árabes, sem falar do rancor profundo que o Irão tem contra a nação árabe”.

“Infelizmente, o meu país está entre os países árabes onde o Hezbollah é o braço aliado do Irão”. Daí o seu apelo ao povo glorioso do Líbano para que se ergam contra os que querem dividir a nação árabe. Evocou ainda o assassínio do pai, o primeiro-ministro Rafic Hariri em 2005. Até hoje, os quatro suspeitos do Hezbollah não foram condenados.

Míssil iemenita. Origens do conflito

O grupo opositor ao regime iemenita lançou um míssil, que segundo as autoridades sauditas não causou quaisquer danos ao alvo. As autoridades sauditas indicam que os destroços do míssil, fragmentado no ar pelas defesas anti-míssil, caíram sobre o aeroporto internacional próximo da capital, Riade. Este terá sido o mais audacioso ataque dos Houthi, pois esta terá sido a primeira vez que visaram um meio urbano.

A Arábia Saudita lidera a coligação internacional que, no conflito iemenita, apoia o presidente Abdrabbuh Mansur Hadi. O Iémene está devastado por uma guerra civil entre as forças do governo e os rebeldes Houthis.

Desde 2015 que a coligação internacional, liderada pela Arábia Saudita, tem levado a cabo missões de bombardeamento sobre os rebeldes Houthis. A situação humanitária no país classificada como ’catastrófica’, tem sido objeto de vários alertas lançados por organizações como a Cruz Vermelha e Nações Unidas.

Fontes: BBC. Foto Google: O ministro saudita da Defesa, príncipe Mohammed Bin Salman, numa reunião preparatória para o bombardeamento sobre os rebeldes Houthis.

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