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Alerta sobre estado do meio ambiente na Praia: Estudo confirma contaminação e parasitas nas águas das praias de Kebra Canela, Prainha e Gamboa 10 Fevereiro 2018

Os residentes da capital cabo-verdiana devem estar de alerta. O estudo sobre “ocorrência de enteroparasitas nas águas da ETAR e nas praias de Kebra Canela, Prainha e Gamboa”, apresentado hoje,09, na Cidade da Praia, concluiu que as águas estão contaminadas com parasitas e factores contaminantes.

Alerta sobre estado do  meio ambiente na Praia: Estudo confirma contaminação e parasitas nas águas das praias de Kebra Canela, Prainha e Gamboa

Segundo a Inforpress que cita fontes universitárias, o estudo, realizado de Dezembro de 2017 a Janeiro desde ano, pelos alunos do 3º ano do curso de ciências biológicas no âmbito da disciplina do alinhamento experimental, da Universidade de Cabo Verde (Uni-CV), foi apresentando, esta sexta-feira, durante o congresso de iniciação científica, promovida pela Casa da Ciência.

Em declarações à imprensa, o professor de Biologia, Ailton Lima explicou que durante o estudo foi feita a comparação entre o nível de contaminação por parasitas com os dejetos fecais humanos e constataram que existe contaminação, mas que a infecção pode não estar directamente associada à entrada de substâncias da Estação de Tratamento de Águas Residuais (ETAR) para o mar, mas também fruto da contaminação humana.

Conforme a agência cabo-verdiana de notícias, o responsável disse que a ideia é sensibilizar, chamar a atenção e alertar as populações, uma vez que esses agentes parasitários causam doenças, algumas consideradas “doenças negligenciadas”, mas também as entidades responsáveis no sentido de se continuar a realizar estudos e pesquisas de modo a melhorar a situação.

“Esse estudo feito no âmbito da disciplina de alinhamento experimental, mas há necessidade de se fazer e dar continuidade às pesquisas para comprovar se na verdade temos um problema não só em termos parasitológicos, microbiológicos, mas também de metais pesados na água”, disse o especialista.

Na ocasião, recomendou também que as autoridades devem investir ainda mais em estudos e pesquisas e que aproveitem as universidades sobretudo os alunos, que apesar de não receberem nenhum financiamento, “com a sua força de vontade desenvolveram um excelente trabalho”.

“Alguns alunos se comprometeram em continuar com o estudo, mas a investigação não requer apenas mão de obra, é necessário também financiamento” sublinhou o responsável que, segundo a Inforpress, defendeu ainda a necessidade de mais investigadores, espaços e divulgação destes tipos de projectos.

Por seu turno, a directora da Casa da Ciência na Cidade da Praia, Mara Abu-Raya, adiantou que os projectos desenvolvidos no âmbito do programa de iniciação científica englobam as áreas da saúde pública, ensino e ambiental.

“Perceção dos jovens de Ponta d´Água sobre os riscos do álcool na degradação hepática”, “caracterização físico-química e microbiológica da água dos bebedouros no campus da Uni-CV no Palmarejo”, “Factores que influenciam o insucesso escolar dos estudantes como 3 anos de permanência na Faculdade de Ciências e Tecnologia da uni-CV”, “Ocorrência de enterobactérias em alimentos comercializados em estabelecimentos ao redor da Uni-CV”, foram, outros projectos realizados, conforme conclui a Inforpess.

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