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Advogado em Portugal pode ter encenado morte para evitar prisão 17 Julho 2017

O caso de morte por esmagamento, pelo próprio carro, no dia de Natal último foi notícia no dia seguinte. A investigação deu como provada a morte por acidente. Seis meses depois, o Ministério Público reabre o processo porque teve denúncias de que a morte foi encenada pelo "morto", um advogado de 56 anos.

Advogado em Portugal pode ter encenado morte para evitar prisão

Os noticiários do dia 26 de dezembro último noticiavam que João Álvaro Dias, dono dum empreendimento de luxo (na foto) a cerca de 60 km de Lisboa, morrera esmagado pelo próprio carro. A mulher, de 56 anos, assistira a tudo: o carro, um Rolls Royce, estacionado num terreno inclinado a descair em marcha-trás e quando tentou travá-lo o marido fora esmagado contra uma árvore.

Quando os meios de socorro — Bombeiros Voluntários de Benavente, uma Viatura Médica de Emergência e Reanimação (VMER) — chegaram, o advogado já não apresentava sinais de vida. Mais tarde chegou a Polícia Judiciária e a investigação levou a concluir que foi um acidente. Caso resolvido.

Só que seis meses depois, o Ministério Público reabriu o processo. Chegaram à justiça denúncias de que o advogado teria, com cumplicidades, encenado a própria morte. Segundo a SIC noticiou na sexta-feira 14, o "acidentado" estava a ser acusado de burla agravada e falsificação de sentenças. Estaria iminente a sua condenação a uma pena mínima de cinco anos de prisão efetiva.

Os contornos deste alegado suicídio, que teria sido encenado como morte acidental, ainda estão por definir. O processo está em segredo de justiça desde segunda-feira, referem os média portugueses.

O advogado tinha vários processos em que era investigado pela Polícia Judiciária, outros em fase de julgamento, outros em recurso no Tribunal da Relação, e estava à beira de cumprir uma pena de prisão de cinco anos e meio.

Em 2012 o advogado, e então professor de direito na universidade de Coimbra, fora condenado a um ano de prisão num caso de falência fraudulenta de uma empresa.

Fontes: SIC, Observador.pt e CM.pt. Foto do Facebook

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