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Acusado pelo assassinato de dois cabo-verdianos nos EUA, ex-jogador Aaron Hernandez suicida-se na prisão 20 Abril 2017

O ex-jogador de futebol americano Aaron Hernandez morreu, esta quarta-feira, na sua cela onde cumpria a pena de prisão perpétua por ter assassinado o seu amigo Odin Lloyd em 2015. O antigo jogador de futebol dos EUA, que recentemente foi absolvido por falta de provas pelo Tribunal de Brockton de ser também o autor da morte de dois jovens cabo-verdianos, foi encontrado morto na sua cela, no Centro Correcional Souza Baranowski em Shirley, Massachusetts.

 Acusado pelo assassinato de dois cabo-verdianos nos EUA, ex-jogador Aaron Hernandez suicida-se na prisão

Hernandez suicidou-se, utilizando um lençol que amarrou na janela da sua cela, de acordo com relatos da polícia local. Antes, tentou bloquear a porta ao colocar vários objetos atrás da mesma para impedir a entrada dos guardas. De acordo com a polícia local, citado pela CNN, os paramédicos ainda a tentaram o salvar , com tentativas de reanimação, mas já era tarde demais.

O suicídio de Hernandez acontece cinco dias depois de ter sido absolvido da morte de dois imigrantes cabo-verdianos, Daniel de Abreu e Safiro Furtado em Boston, em 2012.

Recorde-se que, a Antiga estrela dos New England Patriots era acusado de assassinatos, entretanto, foi absolvido da acusação na ultima sexta-feira,15, pelas instâncias judiciais locais.

O antigo atleta norte-americano foi apenas considerado culpado, depois de 37 horas de deliberação, de posse de arma ilegal, pelo qual foi condenado a entre 4 e 5 anos de prisão.

“Nós júri ouvimos mais de 70 testemunhas e 380 provas durante cinco semanas. Estivermos durante seis dias a deliberar. Baseámos a nossa decisão nas provas apresentadas segundo a lei. Nada mais temos a declarar”, leu o presidente do júri, no final do julgamento, segundo revela o site CBS - Daily Mail.

Hernandez tirou sua própria vida no dia em que muitos de seus ex-companheiros de equipe serão homenageados na Casa Branca por ganhar o Super Bowl LI.

Descrevem as mesmas fontes que o ex-jogador do New England Patriots, Aaron Hernandez, ouviu a sentença a chorar. Na sala estava a sua companheira, Shayanna Jenkins-Hernandez (com quem tem uma filha de 4 anos) e que segundo a imprensa tem sido indefectível em todos os julgamentos em que Aaron tem sido réu desde 2007, o ano em que começaram a namorar ambos com 16 anos.

Dos oito crimes de que era acusado no caso dos dois cabo-verdianos, o antigo atleta foi apenas considerado culpado de posse de arma ilegal, pelo qual foi condenado a entre 4 a 5 anos de prisão. Jose Baez, advogado de Aaron Hernandez, defendeu no julgamento que terá sido o amigo de Hernandez que estava com ele na noite dos crimes, Alexander Bradley, que disparou sobre os cabo-verdianos.

Hernandez foi também considerado inocente de ter disparado sobre Bradley (que perdeu um olho no ataque), meses depois do assassinato dos cabo-verdianos. Segundo a acusação, Hernandez assassinou Lloyd depois do atleta o ter questionado sobre o seu papel nos assassinatos dos cabo-verdianos.

No dia 16 de julho de 2012, Abreu, de 29 anos, e Furtado, 28, estariam na discoteca Cure Lounge, em Boston, quando Abreu entornou uma bebida sobre Hernandez e não pediu desculpa. O jogador terá ficado enfurecido e disse a uma testemunha que tinha sido desrespeitado, que tinha esperado por eles no exterior da discoteca, dentro de um carro e às voltas na rua. Quando o grupo de cinco cabo-verdianos entrou no seu carro, Hernandez ter-se-á aproximado e disparado cinco tiros, matando os dois jovens e ferido um terceiro.

Abreu e Furtado trabalhavam os dois em limpezas e viviam na mesma zona de Massachusetts, estado onde existe uma numerosa comunidade cabo-verdiana.

Prisão perpétua pela morte de Odin Lioyn

Quando foi detido, Aaron Hernandez tinha um contrato de 41 milhões de dólares com os New England Patriots, a equipa de Massachusetts que venceu o Super Bowl na última época.

Hernandez estava a cumprir pena perpétua, sem direito a saída precária, devido ao assassinato de um amigo, Odin Lloyd, pelo qual foi condenado em 2015 (na altura, a acusação defendeu que Hernandez matou Lloyd para o silenciar em relação aos crimes dos cabo-verdianos).

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