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ANC reúne "de urgência" para debater saída de Presidente sul-africano 12 Fevereiro 2018

A cúpula nacional do partido governante na África do Sul, o Congresso Nacional Africano (ANC), foi convocada este domingo (11.02) para uma reunião "de urgência" que se realizará na segunda-feira (12.02).

ANC reúne

O portal de notícias News24 explica que ainda não se confirmou a agenda desta reunião e a sua relação com as negociações entre o presidente do ANC e vice-presidente sul-africano, Cyril Ramaphosa, e o próprio Zuma para forçar a saída deste último sem agravar as divisões do partido.

Aos jornalistas, há cerca de uma semana, o atual líder do partido no poder, Cyril Ramaphosa, adiantou que esperava concluir conversações com Jacob Zuma sobre a transição de poder "nos próximos dias pelo interesse do povo", cita a agência de notícias Reuters.

No entanto, este domingo, à chegada a uma cerimónia de culto religioso na Catedral de São Jorge, na Cidade do Cabo, Ramaphosa declinou fazer comentários sobre o temas da reunião de amanhã.

A convocatória da reunião ocorre apenas um dia depois da reunião da direção da formação, cujos seis membros realizaram um extenso encontro na Cidade do Cabo. A News24 tinha adiantado que as negociações para a saída de Zuma ficariam fechadas antes do fim de semana, citando "fontes de confiança" do partido.

Esta mesma informação assegurava que as negociações com Zuma giram em torno de assuntos "de cosmética" como o pagamento da sua defesa legal nos casos de corrupção que enfrenta e a sua segurança pessoal e da sua família.

O único órgão do ANC com capacidade para forçar a saída do chefe de Estado é o comité executivo nacional, que se reúne na segunda-feira, já que as regras internas da formação estabelecem que todos os membros do partido, incluindo os cargos eleitos, devem submeter-se à vontade desta.

Pressão sobre Zuma aumentou

Contudo, se Zuma se negasse a deixar o cargo, a única via possível seria uma moção de censura parlamentar.

Depois de ter ultrapassado sete moções anteriormente, o Presidente, que continua a ser alvo de acusações de corrupção, vai enfrentar - senão se demitir antes - no próximo dia 22 uma nova moção de censura parlamentar, pedida por um partido da oposição.

Após deixar a presidência da formação no último congresso, realizado em dezembro, a favor de Ramaphosa - que não era o seu candidato preferido - a pressão para que o chefe de Estado abandone o poder aumentou, especialmente nas últimas semanas.

O atual líder do partido interveio, este domingo, num encontro que serviu para lançar oficialmente os atos do centenário do nascimento do ex-Presidente sul-africano Nelson Mandela. C/ DW

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