OPINIÃO

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A crise jornalística em Cabo Verde 11 Mar�o 2017

A riqueza desta Gestão de Conhecimentos no jornalismo cabo-verdiano terá que ir para além de questões terminológicas, procurando a natureza interna destes conceitos, bem como a relação existente entre os jornalistas e a estrutura de acção dos indivíduos, dos grupos e das sociedades.

Por: Carlos Fortes Lopes,M.A:
(A voz do povo sofredor)

A crise jornalística em Cabo Verde

Seria, a nosso ver, demasiado restritivo e contra produtivo pensar na emergência dos códigos deontológicos como uma especificidade do jornalismo cabo-verdiano.

Aliás, o nosso questionamento resulta de um sentimento inicial de estranheza perante um processo de deontologização que parece abranger novos domínios e áreas sócio-profissionais que, no passado, dispensavam a necessidade de apelar aos valores particulares desta profissão.

Regra geral, estamos a querer referir aos casos em que, pela sua dependência funcional e orgânica, bem como pela ausência de saberes académicos especializados, os jornalistas da Comunicação Social Pública não deviam estar a sentir tanta necessidade de uma autonomia profissional e de valores particulares, orientadores das suas actividades profissionais.

Para que a abordagem que pretendemos seja auto explanatória teremos, talvez, que tentar fazer com que todos percebam a deontologia jornalística na sua relação com outros campos de valores como a ética, a moral e o direito.

As nossas investigações nos têm levado a questionar o porque da abertura e a respectiva necessidade de se reequacionar o percurso profissional de muitos dos que desempenham esses cargos de comunicadores e gestores da comunicação social pública cabo-verdiana.

Logicamente que existe uma necessidade urgente de uma mudança de mentalidades profissionais e a entrada de novas ideias, ideias essas que possam apelar a presença da filosofia, do direito, da economia e da sociologia, inseridos no contexto jornalístico.

Pois, se continuarmos a alimentar essas delimitações conceptuais estaremos a estabelecer presumíveis fronteiras terminológicas entre ética, moral, direito e deontologia jornalística e profissional.

A riqueza desta Gestão de Conhecimentos no jornalismo cabo-verdiano terá que ir para além de questões terminológicas, procurando a natureza interna destes conceitos, bem como a relação existente entre os jornalistas e a estrutura de acção dos indivíduos, dos grupos e das sociedades. Esta abordagem tem subjacente a hipótese que não podemos analisar isoladamente estes campos axiológicos.

Na realidade, falamos de campos valorativos da praxis dos indivíduos e da sociedade, sujeitos a movimentos tectónicos que ora se complementam, ora se opõem, ora se contradizem e, não raramente, nos transmitem sinais equívocos.

E, convém ainda relembrar aos insteressados de que devemos ter em conta os direitos fundamentais do jornalista, para que possamos saber fazer juízo das necessidades e reclamações da classe.

São eles:

a) A liberdade da expressão e da criação;
b) A liberdade de acesso às fontes de informação;
c) A garantia do sigilo profissional;
d) A garantia da independência;
e) A participação na orientação do respectivo órgão de informação.
f) A liberdade e direito da investigação e publicação

"Comunicamos, em síntese, para satisfazer necessidades, que, de acordo com a pirâmide de necessidades de Maslow (1954), podem ser básicas (água, comida, vestuário...), de segurança, sociais (ter amigos e ser aceite por outros), de auto-estima (ter competência, auto-confiança e conquistar o respeito dos outros) e de actualização pessoal (desenvolver todo o nosso potencial)."

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