OPINIÃO

A SEMANA : Primeiro di?rio caboverdiano em linha

A GESTÃO DANOSA DOS BENS PÚBLICOS NACIONAIS 23 Setembro 2017

O povo quer melhores condições de vida; transportes, água, luz emprego, etc., etc., e preços acessíveis em todos os bens de primeira necessidade. Já basta dessa política de pagar aos PCAs das empresas públicas e Directores gerais esses vencimentos milionários, enquanto o vencimento mínimo nem é praticado legalmente e muitos continuam a ser sub remunerados pelos seus serviços.

Por: Carlos Fortes Lopes, M.A. A voz do Povo Sofredor

A GESTÃO DANOSA DOS BENS PÚBLICOS NACIONAIS

Somos um pais arquipélago constituído por dez ilhas nas quais estão instaladas 22 municípios, e temos um Parlamento constituído por 72 Deputados e suas dezenas de colaboradores que pouco ou nada têm feito para a estabilidade da economia financeira e social deste país. Alias, em muito têm vindo a contribuir pela instabilidade social do país. Já a instituição judicial, ela continua moribunda e incapaz de resolver os problemas das populações, especialmente os mais pobres. Aliás, a justiça Nacional se tornou numa das maiores desgraças deste país. A nossa instituição judicial já tornou-se numa instituição refém dos grupos de interesse e, onde tudo ou quase tudo funciona ao gosto da clientela delinquente e criminosa.

As duas instituições governamentais do país - Parlamento e Executivo - precisam encontrar um caminho único para prosseguir com a gestão dos parcos recursos deste país dependente das ajudas externas. O Parlamento precisa exercer as suas funções e fazer de tudo para que as instituições governamentais e judiciais do país exerçam as suas funções responsavelmente. Há que haver uma concertação das partes, de modo a serem criadas condições propícias para uma saudável gestão dos recursos desta Nação Cabo-Verdiana.

Peço aos senhores políticos que deixem a mediocridade e o materialismo oportunista de lado, e governem este país de acordo com as normas internacionais de governação territorial.

Não podemos suportar mais esta incompetência e falta de capacidade de inovação governamental existente no país.

Já basta desta intolerável demagogia e populismo irresponsável.
Os Deputados nacionais foram eleitos, com o voto do povo, para representar e defender os interesses deste povo que já está de saco cheio, com a incompetência e arrogância dos que deviam estar a trabalhar para o povo e não para interesses pessoais e ou partidários.

A reforma total do Parlamento Nacional (sem manobras de aumento de salários e benesses) é uma exigência actual e gritante do eleitorado nacional e os eleitos não devem e nem podem continuar a ignorar a vontade do povo.

O número de Deputados é exagerado para um país tão pequeno como o nosso e as despesas da governação deste país estão a ultrapassar os limites das nossas capacidades financeiras que depende na sua quase totalidade de ajudas externas e arremessas dos compatriotas emigrantes.

Os Deputados e o Executivo andam a gastar rios de dinheiro em viagens e cerimónias/conferências desnecessárias e, o povo já está cansado de esperar pelas soluções dos seus inúmeros problemas sociais e económicos.

O país precisa tomar outro rumo e os senhores políticos/directores precisam trabalhar mais e viajar e festejar menos, para o bem da nação e de todos. As despesas dessas viagens e conferências são, na maioria das vezes desnecessárias e poderiam muito bem servir para criar centenas de empregos para os mais de 7000 jovens recém formados que se encontram no desemprego e entregues ao alcoolismo, prostituição e violência urbana. Um exemplo crasso das despesas desnecessárias dos membros do Governo e da Assembleia são as viagens para assistirem a abertura das aulas nas ilhas/concelhos. Meus senhores, a educação é um direito constitucional e é praticado com o dinheiro do povo. O vosso dinheiro nunca é repartido com os pobres coitados que estão sacrificando as suas vidas, sem sucessos, por causa da vossa incompetência e arrogância. Muitos nem sequer conseguem comprar um lápis para o filho educando e ou levar a panela ao lume para alimentar o estudante que precisa de uma alimentação condigna.

Isso de os governantes/Deputados estarem a comparecer em todas as inaugurações e primeiras pedras já basta. As obras são para serem feitas e quem solicita o voto para ser SERVIDOR PÚBLICO só tem que trabalhar e procurar soluções para criar emprego e satisfazer as necessidades das populações. A vossa presença nesses atos são desnecessárias. Estudem e planeiem as obras ou atos sem terem que estar a fazer campanhas político-partidárias.

O povo quer melhores condições de vida; transportes, água, luz emprego, etc., etc., e preços acessíveis em todos os bens de primeira necessidade. Já basta dessa política de pagar aos PCAs das empresas públicas e Directores gerais esses vencimentos milionários, enquanto o vencimento mínimo nem é praticado legalmente e muitos continuam a ser sub remunerados pelos seus serviços.

Precisamos tirar o país deste marasmo em que se encontra mergulhado e teremos que fazer algo diferente, caso os políticos continuarem com essa teimosia de tratar o povo como ignorante.

É aí que chega também a vez do Quarto Poder, o poder dos midias, ou seja o poder de formar e enformar que a Comunicação Social deve desempenhar nas sociedades.
Bem hajam jornalistas independentes e sérios, porque muito tem que mudar na nossa sociedade Cabo-Verdiana para que os jornalistas exerçam as suas funções com rigor deontológico e deixem de ser manietados pelos políticos.

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