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A CRISE POLÍTICA E OS MALES SOCIAIS CABO-VERDIANOS : Arrogâncias e a falta de humildade humana e política (caso dos Manuais) 07 Outubro 2017

O Secretário Geral do MPD cometeu um erro gravíssimo ao tentar tapar o Sol com a peneira(sobre o caso dos Manuais). Uma das piores desgraças de Comunicação de um Secretário Geral de um partido que sustenta o Governo em exercício. Antes desse Secretario Geral do MPD vir ao público com justificações apressadas, o mesmo devia consultar o superior hierárquico e analisar a situação, com frieza, para apresentar uma conferência de imprensa humilde e convincente. Essa conferência de imprensa devia ter sido apresentada por um membro do Governo, como aconteceu agora com a Comunicação do Primeiro Ministro, Presidente do partido que sustenta o Governo. A arrogância é a pior inimiga da simpatia populacional e a maior inimiga da perfeição.

Por: Carlos Fortes Lopes, M.A

( A voz do Povo Sofredor )

A CRISE POLÍTICA E OS MALES SOCIAIS CABO-VERDIANOS : Arrogâncias e a falta de humildade humana e política (caso dos Manuais)

Decorridos mais de 42 anos, após a independência, os eleitos nas listas dos partidos políticos nacionais ainda demonstram muita ignorância política. Durante os últimos 15 anos, de 2000 a 2016, o partido que se encontra actualmente na oposição ocupava as cadeiras dos poderes, Executivo e Parlamentar, (de acordo com o ultrapassado sistema eleitoral nacional). Durante esses anos de governação do país, foram cometidas muitas ilegalidades parlamentares, ministeriais e institucionais.

Muitas foram as vezes que o actual partido da situação, na altura na oposição, não soube fazer a devida oposição. Mesmo assim o eleitorado nacional decidiu e depositou a sua confiança eleitoral neste partido que veria a alcançar a maioria parlamentar a 20 de Março de 2016. O povo já estava cansado da governação do PAICV e votou MPD. Foi uma forma sensata de proporcionar uma nova oportunidade ao partido que se encontrava na oposição desde 2000. Com o PAICV relegado para a oposição governamental e Parlamentar, iniciou-se os ataques que caracterizam a forma de fazer política em Cabo Verde. Muitas continuam sendo as lamentações sobre as perdas dos tachos que são geralmente distribuídos de acordo com a cor política de cada um e o desempenho durante as campanhas, nos círculos eleitorais onde pertencem. Um facto incontestável da forma mesquinha de fazer política em Cabo Verde. Formas incoerentes de fazer aposição e que já deram provas concretas de serem apenas de interesses pessoais e partidários, além de serem totalmente prejudiciais para o desejado bem estar do povo destas ilhas. Muitos foram os que foram despedidos e outros muitos permaneceram nas suas funções, apesar dos lamentos dos militantes e simpatizantes do MPD que esperavam ter as suas oportunidades de usufruir dos famosos tachos políticos.

Bem, voltando atrás, continuaremos aqui salientando o descalabro actual do Ministério da Educação e a Directora Nacional de Educação que demonstraram falta de rigor profissional e respeito para com os pais encarregados de educação das nossas criancinhas inocentes. A Directora Nacional já pediu a sua demissão do cargo(algo insólito no país), e o Governo, através do Primeiro Ministro, já anunciou que serão imprimidos novos manuais, através de um concurso nacional. Até agora o Governo esteve errado em não tomar posições como as que foram tomadas hoje, 6 de Outubro de 2017.

Contudo, não consigo eliminar a atitude de arrogância do Secretário Geral do partido que sustenta o Governo, aquando da sua infeliz conferência de imprensa sobre este assunto, que devia ter sido tratado apenas pelo Executivo, até assegurada ordens superiores. O Secretário Geral do MPD cometeu um erro gravíssimo ao tentar tapar o Sol com a peneira. Uma das piores desgraças de Comunicação de um Secretário Geral de um partido que sustenta o Governo em exercício. Antes desse Secretario Geral do MPD vir ao público com justificações apressadas, o mesmo devia consultar o superior hierárquico e analisar a situação, com frieza, para apresentar uma conferência de imprensa humilde e convincente. Essa conferência de imprensa devia ter sido apresentada por um membro do Governo, como aconteceu agora com a Comunicação do Primeiro Ministro, Presidente do partido que sustenta o Governo. A arrogância é a pior inimiga da simpatia populacional e a maior inimiga da perfeição.

Os manuais foram mal concebidos e estão com erros inadmissíveis e prejudiciais ao sistema nacional de ensino. São situações confusas, tanto para as crianças assim como para os professores que terão que explicar e corrigir os erros, para defender a honra das suas profissões de EDUCADORES. Sem arrogância o Primeiro Ministro aceitou o erro e será recompensado pelas pessoas que ainda confiam nele. Contudo, ainda restam apurar os factos dessas anomalias editoriais e de coordenação dos conteúdos para que não se cometa os mesmos erros no futuro. As mentalidades precisam ser trabalhadas para o bem de todos. Não podemos continuar a ser indiferentes ás sensibilidades humanas e políticas do eleitorado nacional. Os prejuízos mentais e psicológicos que esses manuais poderão causar ás nossas crianças são de um nível super elevado. A Comunicação do Primier foi a melhor forma de comunicar este assunto que já tornou num escudo político-partidário para a oposição. Esses “políticos” de meia tigela continuam demonstrando muita arrogância nos cargos que desempenham esquecendo de trabalhar de forma a convencerem o eleitorado das imaginárias “capacidades políticas” existentes no seio deles. Esse grupo de homens e mulheres têm vindo a demonstrar que estão muito aquém daquilo que o eleitorado esperava. Nesta sequência de palavras, convém aqui salientar que durante os últimos 15 anos da governação do PAICV alguns membros do Governo cometeram inúmeras ilegalidades puníveis com a demissão imediata e crimes puníveis com processos criminais nos tribunais (para que numa primeira vez na história deste nosso país, esses criminosos sejam ouvidos e condenados ou absolvidos pelo Juiz). Os exemplos que se destacam são os dos contratos de construção de infraestruturas nacionais que foram formas de enriquecimento de alguns que nada tinham quando entraram para o Governo e saíram ricos, com vivendas e apartamentos em Portugal e EUA, etc., etc. O mais aberrante é que essa gentinha continua actuando como se fossem donos desta terra, exibindo a arrogância de intocáveis pelo coxo sistema judicial cabo-verdiano. Nesta linha de pensamento somos obrigados a chamar, uma vez mais, a atenção do PGR e o Ministério Público, para o facto de muitos casos estarem sob as suas alçadas e nada ter sido concluído até agora. O PGR havia prometido algum desfecho sem demoras e já lá vão cerca de 2 anos que o eleitorado está á espera de ver a PGR a apresentar algo que possa os convencer do contrário daquilo que a maioria pensa desse PGR e a instituição chefiada por ele. Já escrevi varias vezes sobre este arrogante e incompetente PGR e volto a salientar aqui que este senhor é mais um dos muitos que continuam usando e abusando dos seus estatutos para proteger amigos e camaradas. Voltando a esses casos de “desvio” de quantias dos contratos de construção de Estradas, Barragens e outras, está bem patente que existe uma alarmante incoerência política quando os órgãos da comunicação Social Pública dão oportunidades a esses corruptos que já deviam estar atrás das grades.

Para quando o início da aplicação das leis nacionais? A forma como os contratos entre o Governo e as empresas de construção tem vindo a ser concebidos e aplicados, sao ilegais e merecedores de uma investigação profunda pá Polícia Judiciaria e a PGR. O PGR tem por obrigação constitucional responder ao eleitorado o mais urgente possível sobre esses inúmeros desvios dos cofres do Estado de Cabo Verde (dinheiro do povo de Cabo Verde). O mesmo senhor (PGR), ainda no ano passado, havia nos dito que as investigações dos casos dos famosos fundos do ambiente e ecológicas estavam a progredir e que até final de 2016 teria uma resposta para o eleitorado. Ultrapassados mais 12 meses dessas promessas vazias e enganadoras do PGR, ainda o eleitorado não conseguiu ver nenhum resultado que o possa convencer que o PGR é merecedor de alguma confiança popular. Isto tudo sem falar do famoso caso do uso pessoal e indevido do Avião da Guarda Costeira, por parte do então Ministro Rui Semedo que foi atirado para a gaveta do esquecimento. Mais uma amostra das corrupções institucionais e partidárias existentes neste nosso país. Pois, esse caso do uso do avião da Guarda Costeira devia ter sido dado outra atenção, que não fosse partidária, com o despedimento do Ministro e a instauração de um processo crime contra este senhor que hoje abre a boca e fala como se fosse uma pessoa sem um passado lamentável. Para culminar com as ilegalidades, a Casa Parlamentar anterior (maioria do PAICV), depois de negociar com o grupo parlamentar do MPD, acabou por reeditar e aprovar uma lei antiga que viria a ficar desfalcada de cerca de 5 artigos importantes dessa lei crucial para a boa governação.

Com isto, só resta ao leitores interessados consultarem o BO com o Decreto-Legislativo nº 3/2007, de 19 de Julho, com omissão de cinco artigos (26º, 32º, 33.º, 59º e 60º), o que é muito grave para todos nós.

O que indica a gravidade dos autos dos Deputados eleitos para nos representar na Casa Parlamentar e o nível da incompetência de um bom número desses que continuam usufruindo das boleias das listas partidárias.

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