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22 anos, pais ricos…tinha tudo e escolheu a vida de bandido, porquê? 23 Julho 2017

Em tribunal, sucederam-se os depoimentos sobre Cosmo DiNardo, arguido num caso de quádruplo homicídio. Jovem e bem relacionado, em vez da sedução preferia a abordagem agressiva - e as jovens rejeitavam-no por isso. Teve todas as oportunidades para empregar os seus talentos numa atividade lucrativa e legal, mas preferiu escolher o tráfico de drogas.

22 anos, pais ricos…tinha tudo  e escolheu a vida de bandido, porquê?

Perseguia com ameaças as colegas que lhe diziam “não”. Provocava ex-colegas da universidade – de que desistiu e para onde voltava sempre, mesmo com os seguranças instruídos para lhe proibir a entrada no campus. Nas redes sociais colocava fotos suas armado de revólver. Gabava-se aos amigos de que já tinha a sua lista de mortos. E a enumeração, que já vai longa, podia continuar.

É um retrato complexo, com meias-tintas e com cores violentas, o deste arguido. Para alguns era doido” e para outros “era um miúdo normal, no oitavo ano convidava-nos sempre para as festas na piscina da sua casa”. Contam que “era muito generoso com os colegas mais pobres, dava-lhes sapatos, roupa, dinheiro”. Há quem refira que tinha tudo – como filho duma família abastada havia três gerações — e que talvez por isso “se estragou”.

Em tribunal, o arguido pela morte de quatro pessoas, revelou esta quinta-feira,20, que matou mais duas quando tinha 15 anos. Algo que ele já revelara a amigos da adolescência na cidadezinha de Bensalem, na Pensilvânia. Eles não acreditaram então, mas em tribunal exprimiram a sua angústia por não terem visto os sinais do psicopata.

A pergunta que muitos fazem é “se podia ter sido recuperado se”. Se alguém tivesse percebido mais cedo. Se os pais lhe tivessem dado mais educação e menos coisas materiais. Se tivesse recebido mais atenção do pai, que “é um workaholic” segundo o vizinho médico contou à reportagem do ‘New York Times’.

Ou, ainda, se a polícia tivesse dado outra abordagem às queixas apresentadas, incluindo as da direção da universidade. Ou se a própria universidade podia ter tratado o caso de outro modo ao ser dado o alerta. Ou se a venda de armas fosse mais controlada – DiNardo mantinha licença de porte de armas, apesar de ter estado há um ano numa instituição para doentes mentais.

O perfil traçado pelos media norte-americanos, a partir do que foi dito em tribunal e em testemunhos vários — desde colegas da universidade e amigos da infância e adolescência, a jovens perseguidas por ele, umas dando a cara, outras sob anonimato —, mostra alguns aspectos da delinquência juvenil e leva a refletir sobre o facto de que apesar de estarem identificadas as causas deste tipo de crime ainda não haver um sistema mais consistente de atuação a nível preventivo, a começar pelo papel dos que estão próximos dos jovens delinquentes.

Fontes: ‘New York Times’ e CBS.

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